<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368</id><updated>2011-07-31T01:53:02.018-03:00</updated><category term='Ana Maria Chagas'/><category term='Ieda de Oliveira'/><category term='Autor convidado'/><category term='Charles Nascimento'/><title type='text'>CAFEZINHO COM LETRAS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cafezinho com Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12932184846552612600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-8059525454840655237</id><published>2010-06-20T09:07:00.002-03:00</published><updated>2010-06-20T09:11:41.970-03:00</updated><title type='text'>Até breve Saramago...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/TB4FYwNxmRI/AAAAAAAAAYU/D_23zLtD-ko/s1600/saramago.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484827319001520402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 155px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/TB4FYwNxmRI/AAAAAAAAAYU/D_23zLtD-ko/s320/saramago.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não poderia deixar passar uma pequena nota sobre o falecimento do escritor José Saramago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vício da literatura me apresentou Saramago pela primeira vez ao ganhar o livro Ensaio sobre a Cegueira, que resisti a ler por conta dos longos parágrafos. Longos não, imensos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema está no meu jeito de ler. Gosto de saborear cada trecho, como quem mastiga infinitamente uma fruta antes de engolir e Saramago não oferece uma chance para que a minha mente navegue para além do livro, em reflexões sonhadoras, antes de continuar a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me exigia ser uma leitora mais ansiosa, “engolindo” o livro de uma mordida só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa mania de interromper a leitura para pensar em todas as frases que mexiam com a minha forma de ver a vida, com minha realidade ou conjecturando qual realidade ele queria me mostrar, deixei Ensaio sobre a Cegueira de lado várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que sempre o buscava novamente ainda mais curiosa, mesmo sendo necessário retornar ao início, porque sabia que a mente não havia acompanhado os olhos nas primeiras leituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que aprender a ler Saramago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele queria a atenção de quem está narrando a experiência mais importante de sua vida e conseguiu me envolver durante toda a maravilhosa noite em que o “devorei” até a última página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaio sobre a Cegueira é uma ode à força, capacidade de renúncia e amor incondicional que só nós mulheres sabemos possuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quantas mulheres Saramago amou, mas fico me perguntando com quantos sentimentos femininos ele conseguiu se identificar para poder narrar tão bem o comportamento da protagonista deste livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos homens são capazes desta empatia. Poucos escritores serão como Saramago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo adeus. Digo até breve.&lt;br /&gt;Vou reler Saramago e me reencontrar tão bela e sensível quanto ele pôde enxergar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-8059525454840655237?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/8059525454840655237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=8059525454840655237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8059525454840655237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8059525454840655237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2010/06/ate-breve-saramago.html' title='Até breve Saramago...'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/TB4FYwNxmRI/AAAAAAAAAYU/D_23zLtD-ko/s72-c/saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-5413923928761929213</id><published>2010-06-13T08:58:00.001-03:00</published><updated>2010-06-13T08:58:46.572-03:00</updated><title type='text'>Dia dos Namorados e Copa do Mundo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 13px; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; "&gt;&lt;div&gt;Imagine vestir aquela &lt;i&gt;lingerie&lt;/i&gt; caríssima, gelar uma garrafa de vinho na temperatura certa,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;montar todo o cenário romântico com direito às melhores taças, jantarzinho à luz de velas e&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pétalas de rosas espalhadas pelo chão, esperar ele chegar ansiosa, abrir a porta após uma&lt;/div&gt;&lt;div&gt;retocadinha no batom e...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;em vez de receber um beijo avassalador e apaixonado, dar de cara com cinco homens invadindo sua sala acompanhados de três caixas de cervejas. E, antes que consiga gritar, percebe que conhece um deles - o que tenta equilibrar uma montanha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de batatas chips&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/TBLs0TFTfFI/AAAAAAAAAYE/GGmBoccNHn0/s320/Maracan%C3%A3+Flu+x+Friburguense+mar%C3%A7o08+002.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481704079683189842" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; padding-top: 4px; padding-right: 4px; padding-bottom: 4px; padding-left: 4px; border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-top-color: rgb(187, 187, 187); border-right-color: rgb(187, 187, 187); border-bottom-color: rgb(187, 187, 187); border-left-color: rgb(187, 187, 187); float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;div&gt;enquanto lhe dá um “selinho” distraído, dizendo: “oi amor, trouxe a galera pra ver o jogo da Inglaterra x EUA. Tem espaço no frezzer?”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nessa hora, não adianta reclamar, ameaçar, nem desligar o disjuntor pra cortar a energia elétrica. As duas primeiras alternativas eles não ouvem -porque estão ocupados com a TV, o som e a corneta estridente que alternam entre eles - e a última só irá transferir a “galera” para a casa de outro amigo ou para o barzinho da esquina mais próxima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que esta rixa de namoro x futebol já deu mais comentário que a disputa entre Brasil x Argentina, mas a verdade é que muitas mulheres continuam sem entender essa paixão exagerada pelo esporte mais amado do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vejam que usei duas palavras importantes: paixão e amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando você pergunta a alguém a diferença entre a paixão e o amor, a resposta mais comum é que a paixão tem um prazo determinado para durar, mas o amor é eterno. Muitos dirão que, em relacionamentos entre casais, o amor também chega ao fim ou não teríamos tantos divórcios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu acredito, porém, que o amor, quando verdadeiro, se transforma com o passar dos anos em amizade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Podemos observar isso muito bem nos casais que completam Bodas de Prata, Ouro e atualmente alguns chegam as de Diamante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos casamentos que duram tanto tempo, percebemos que a cumplicidade atinge um grau mais intenso e as formas de prazer se ampliam além do sexo, pela comunhão e entendimento sem palavras das manias, gostos e desejos um do outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas é preciso tempo para chegar a este ponto. E que se ame “mesmo que” o outro seja tão diferente de você, e nunca “apesar de que”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Apesar de que” não é amor, é acomodação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tá bem. Esse assunto combina mesmo com o clima de Dia dos Namorados, mas e o futebol?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem. Se concordarmos que paixão é um sentimento de curta duração, então o brasileiro não é só apaixonado pelo futebol; ele ama o futebol.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, sem nenhum constrangimento, declara este amor para quem quiser ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto que, nos relacionamentos atuais, se tornou “brega” amar e demonstrar amor - ou seja, é chamado de extrema pieguice usar o adesivo “eu amo minha esposa” no automóvel, escrever poesias, comprar flores, tirar fotos formando um pequeno coração com as mãos, ou chorar comovido ao ouvir aquela canção que marcou seu primeiro encontro - no futebol tudo é permitido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O amante deste esporte, que tem seu clímax na Copa do Mundo, expressa este amor de todas as formas possíveis e imagináveis: usa o adesivos com o brasão amado não só no seu automóvel, como também estampado na roupa, bonés e até mesmo na pele; escreve canções e hinos de juras eternas de amor incondicional; compra qualquer quinquilharia que leve o nome do seu time (ah! os horríveis canecos ocupando o armário...); colecionam fotos dos jogadores, do treinador, do massagista e do mascote do time; e ainda são capazes de colar, com fita durex (sic), na parede da sala, o pôster mais recente de seu amado time, estragando toda a decoração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este amor pelo seu time e pela Seleção Brasileira, nestes dias que de frenesi futebolesco, mantém o casamento de mais longa duração de que já se ouviu falar: do homem com o futebol. Este relacionamento contém tanta intensidade que se estende por gerações. E não tem nada de “apesar de”. O time é amado “mesmo que” venha a perder aquele último pênalti da decisão do campeonato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Portanto, não tem &lt;i&gt;lingerie&lt;/i&gt; que desvie a atenção do homem que ama do seu esporte preferido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O caso é grave quando se trata de futebol e ainda mais quando é o Brasil rumo ao Hexa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo assim, se acha que ainda deve tentar, quem sabe uma peça que tenha as cores do time dele. Ou então, deixá-lo se emocionar ao lhe ver completamente vestida de verde e amarelo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feliz Dia dos Namorados!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Feliz torcida rumo ao Hexa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PS : Este ano, eu e este tricolor bonitão da foto completaremos 25 anos de casados. As Bodas de Prata ocorrem em julho. Por coincidência, logo depois do final da Copa do Mundo e pouco antes de continuar o Campeonato Brasileiro de Futebol.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-5413923928761929213?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/5413923928761929213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=5413923928761929213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5413923928761929213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5413923928761929213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2010/06/dia-dos-namorados-e-copa-do-mundo.html' title='Dia dos Namorados e Copa do Mundo'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/TBLs0TFTfFI/AAAAAAAAAYE/GGmBoccNHn0/s72-c/Maracan%C3%A3+Flu+x+Friburguense+mar%C3%A7o08+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-5771511322799413639</id><published>2010-05-25T21:35:00.006-03:00</published><updated>2010-05-27T18:57:29.955-03:00</updated><title type='text'>De mãe para mãe (uma resposta para Anna)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S_7qaDO8dcI/AAAAAAAAAXg/IIc7gBq-XEs/s1600/pardais+picasa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S_7qaDO8dcI/AAAAAAAAAXg/IIc7gBq-XEs/s320/pardais+picasa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476071930194589122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;i&gt;Por Ana Maria Chagas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Tive que refletir muito para responder a uma das leitoras, porque eu entendo muito bem os dois lados da história que ela conta em seu mail.&lt;br /&gt;Diz respeito ao texto “Abram seus horizontes”&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2010/05/abram-seus-horizontes.html"&gt;http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2010/05/abram-seus-horizontes.html&lt;/a&gt;) que foquei na vida profissional, mas para esta leitora, significou um recado para a mãe que está passando pela “Síndrome do Ninho Vazio”.&lt;br /&gt;Mulher é bicho complicado e amadurecer não é nada fácil.&lt;br /&gt;Não estou nem falando de rugas, cabelos brancos ou menopausa. Estou falando sobre a época das perdas, que todas nós alcançamos. Somos criadas por uma sociedade muito castradora onde mulher sempre foi sinônimo de maternidade.&lt;br /&gt;Não sei se algo mudou nesta nova geração, mas sempre nos ensinaram que mulher é mãe em tempo integral: mãe dos filhos, das noras/genros, do marido e dos próprios pais quando envelhecem. Isso vira até uma ação semi-inconsciente, porque não queremos falhar no papel mais importante da mulher para a sociedade.&lt;br /&gt;As próprias mulheres do círculo familiar, as amigas mais próximas ou colegas de trabalho vivem cobrando umas das outras: se a casa está em ordem, se os filhos passaram de ano, se o marido está bem alimentado e vestido, se sabe economizar nas compras, se sabemos cuidar de doentes, se telefonamos constantemente para nossos pais idosos, se permanecemos lindas, magras e maravilhosamente jovens e de bom humor, etc.&lt;br /&gt;Temos padrões a seguir, desenhados pela TV, por revistas femininas, por tantos mais expectadores imaginários.&lt;br /&gt;Sem nem dar conta disso, acabamos assumindo essa postura de dedicação e amor incondicional com a família que muitas vezes nos faz esquecer quem somos e do que gostamos para ceder aos desejos dos que amamos.&lt;br /&gt;Tenta fazer o contrário e vem a culpa! Ai... a culpa que nos infligimos... Antes mesmo que os outros nos censurem, nós somos nossas maiores acusadoras.&lt;br /&gt;Castramos nossos desejos e inserimos culpa quando cuidamos só de nós mesmas.&lt;br /&gt;Vivemos o que é melhor para o outro. Vivemos até mesmo a vida do outro.&lt;br /&gt;Então, com o tempo, vem chegando a maturidade e com ela a estação das perdas:&lt;br /&gt;- Nossos pais, envelhecidos, se vão...&lt;br /&gt;- Vai-se o marido, seja por morte ou separação (que para muitas é a morte!).&lt;br /&gt;- E por fim, os filhos, que crescem, se casam, mudam de cidade por causa da profissão, ou simplesmente mudam para morar sozinhos.&lt;br /&gt;E aí? O que a gente faz da nossa vida se ninguém mais precisa de nós? De quem vamos cuidar?&lt;br /&gt;Aí que está a questão do quanto podemos atrapalhar a vida dos filhos na época em que eles estão prontos para seguir suas próprias vidas. Pode parecer insensatez da minha parte, mas tenho para mim que as mães que grudam nos filhos impedindo seu crescimento e liberdade de errar e seguirem seus próprios caminhos, camuflam como dedicação materna o que muitas vezes não passa de puro e simples egoísmo.&lt;br /&gt;Pergunto agora para as mães de plantão: quando foi a última vez que pararam para cuidar de vocês mesmas?&lt;br /&gt;Durante muito tempo eu vivia me perguntando qual o limite entre ser egoísta e estar cuidando da auto-estima. No que trata sobre maternidade, cheguei à conclusão que durante toda a minha vida consegui (só Deus sabe como) equilibrar os meus desejos e ambições com os dos meus familiares, usando duas coisas: bom senso e muito amor. Se for pesar na balança, sempre os coloquei em primeiro lugar, mas eu sempre abri espaço na agenda de um tempo só pra mim. Nem que tivesse que ficar sem dormir para isso...&lt;br /&gt;Ou seja, uma equilibradora de pratos. É assim que se concilia maternidade com ser simplesmente mulher.&lt;br /&gt;Parece óbvio, mas muita gente desconhece que, nos relacionamentos, somos egoístas quando decidimos fazer algo só para nós em detrimento do que os outros precisam como, por exemplo, gastar horrores com supérfluos enquanto seus filhos precisam de dentista ou uma boa escola, etc. Ou deixar sempre em segundo plano as necessidades dos que nos amam. Ou ainda, de modo mais grave, e que vem acontecendo muito ultimamente nos lares, deixar de ouvir os problemas dos filhos para assistir Big Brother (sic).&lt;br /&gt;Que me perdoem os amantes dos reality shows, mas será que os problemas imbecis de 5 ou 6 “atores”, criados por eles mesmos, muitas vezes inventados para prender a atenção dos teleguiados, são mais importantes do que ouvir uma filha contar sobre sua primeira briga com o namorado ou consolar o choro de um bebê sonolento?&lt;br /&gt;Mas voltando ao assunto que originou este texto, a única resposta que posso dar para a jovem leitora é que é possível ensinar uma mulher a ser mãe, mas fazer uma mãe compreender que sua missão terminou e que ela já pode dedicar mais tempo a si mesma, aí... é outra história!&lt;br /&gt;Só posso deixar aqui, alguns questionamentos para reflexão:&lt;br /&gt;- Onde foi parar a mulher que sua mãe foi?&lt;br /&gt;- Porque ela acha que não será mais esta mulher? O que a impede?&lt;br /&gt;- Quando ela reclamava que nunca tinha tempo para si mesma, o que ela gostaria de ter feito se tivesse tempo?&lt;br /&gt;- Por que não fazer o que gostaria de ter feito, agora que ela tem tempo?&lt;br /&gt;E boa sorte pra ela. Para todas nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-5771511322799413639?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/5771511322799413639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=5771511322799413639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5771511322799413639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5771511322799413639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2010/05/de-mae-para-mae-uma-resposta-para-anna_25.html' title='De mãe para mãe (uma resposta para Anna)'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S_7qaDO8dcI/AAAAAAAAAXg/IIc7gBq-XEs/s72-c/pardais+picasa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-2797782013637211399</id><published>2010-05-15T21:22:00.000-03:00</published><updated>2010-05-25T21:41:22.278-03:00</updated><title type='text'>Abram seus horizontes...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S_xsbBaxI3I/AAAAAAAAAXQ/z2-04JzcxQo/s1600/livrobanco.jpeg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 211px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S_xsbBaxI3I/AAAAAAAAAXQ/z2-04JzcxQo/s320/livrobanco.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475370458468655986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; font-family:'Trebuchet MS', Verdana, Arial, sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Georgia, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por Ana Maria Chagas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Deve ser por causa da idade ou por começar a assistir as aventuras do filho nos primeiros vôos rumo a independência financeira, mas comecei a olhar mais para quem eu sou e como tem sido a minha vida profissional até agora e não gostei nada do que vi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Então decidi que devia fazer alguma coisa e quis mudar.&lt;br /&gt;Procurar algo com o qual tenha realmente afinidade e que goste de fazer.&lt;br /&gt;Senti saudade da época em que atuava na área de Recursos Humanos e decidi voltar.&lt;br /&gt;Atualizei o currículo e pensei em começar a busca pela Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito navegar pelos mares das agências de emprego, sites de relaciomento, contatos diversos, sites de empregos,etc, cheguei a uma conclusão, não de todo triste porque estou empregada mas que seria alarmante se não estivesse: não estou fora do mercado só por causa da idade; estou fora do mercado por estar totalm&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;ente despreparada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se existem casos parecidos como o meu por aí, mas a verdade é que me acomodei por causa da segurança (aparente talvez) e dos benefícios oferecidos.&lt;br /&gt;Além de me acomodar, acho que andei meio míope porque durante estes anos dentro da mesma empresa, pensando que realmente estava cooperando, investi muito tempo em projetos internos que não foram adiante por questões políticas ou pelos quais não ganhei nenhum mérito e, conseqüentemente, não me trouxeram nenhum retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso até entender hoje a geração Y, porque tivesse eu me preocupado mais com a carreira, talvez pudesse hoje ter um currículo muito mais atraente.&lt;br /&gt;Cumprindo fielmente as metas traçadas pela organização, dirigi meu comportamento para obedecer todas as regras, trabalhar mais do o esperado, abrir mão de interesses pessoais, para no final das contas receber aumentos e bônus muitas vezes insignificantes.&lt;br /&gt;Bônus este cujo medidor, na maioria das vezes, é a quantidade de metas que você deixou de cumprir, porque o orçamento é muito baixo e não dá pra premiar todo mundo e assim fica fácil saber quem não irá ganhar.&lt;br /&gt;Neste caso não importam os fatores impeditivos - internos ou externos - para que se cumprisse as metas.&lt;br /&gt;Enfim, você é avaliado pelo planejamento orçamentário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;Lembro de uma vez, logo que conclui a universidade, um funcionário antigo me disse: "Minha filha, não fica aqui não...abra seus horizontes".&lt;br /&gt;Ouvi paciente, mas no fundo pensei: "Nossa, mas de jeito nenhum eu vou sair. Uma empresa grande, com tantos benefícios e eu tenho tanto a contribuir aqui...."&lt;br /&gt;Pois foi uma grande ilusão que a gente se deixa levar até porque existe a preocupação financeira em relação à família.&lt;br /&gt;Os filhos, principalmente, são os que sempre nos fazem manter os pés bem presos ao chão.&lt;br /&gt;Mas o tempo passa...&lt;br /&gt;Até que chega um dia que você abre os olhos, ou começa a usar óculos multifocais, e começa a questionar o trabalho.&lt;br /&gt;Vê o quanto contribuiu e continua contribuindo e cobra um retorno que nunca vem.&lt;br /&gt;E por passar a cobrar, passamos a desmotivados, cansativos, etc.&lt;br /&gt;Já não recorrem mais à suas idéias, não porque são antiquadas, mas porque você vai perguntar o que ganhará por elas.&lt;br /&gt;Então, todos os olhos se voltam para os jovens recém-contratados, que chegam altamente confiantes, cheios de idéias, sorridentes e prontos para agradar.&lt;br /&gt;Ao meu redor estão muitos.&lt;br /&gt;Têm muito a contribuir com seus diplomas de pós graduação e mestrado e tempo de sobra para ficar até muito depois do horário de trabalho. Nunca questionam nada porque sabem que primeiro é preciso mostrar todo seu potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem...&lt;br /&gt;Só posso dizer que, hoje, quem bate nos ombros desses meninos(as) e diz: “Filhos(as)...abram seus horizontes...”, sou eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-2797782013637211399?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/2797782013637211399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=2797782013637211399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2797782013637211399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2797782013637211399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2010/05/abram-seus-horizontes.html' title='Abram seus horizontes...'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S_xsbBaxI3I/AAAAAAAAAXQ/z2-04JzcxQo/s72-c/livrobanco.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-5631678665906214490</id><published>2010-03-24T16:41:00.005-03:00</published><updated>2010-05-25T21:45:25.530-03:00</updated><title type='text'>Minha Linha de Sombra</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;i&gt;Por Ana Maria Chagas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensei em começar a escrever sobre saudade... mas prefiro falar sobre a menopausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, filhote viajou (ai, que saudade) e ontem senti a casa tão vazia que fui buscar consolo em um dos meus amigos mais íntimos e fiéis: um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E convidei o inglês Joseph Conrad para um papinho, acompanhado de uma taça de vinho, para que fosse me conquistando aos poucos... Mas ele me ganhou já no primeiro capítulo do romance “A Linha de Sombra”, ao expressar tão bem aquela fase maravilhosa da existência humana quando somos (ou achamos que somos) absolutamente donos de nós mesmos e de nosso destino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"É um privilégio do começo da juventude viver adiante de seus dias, em toda a bela continuidade de esperança que não conhece pausas ou interrupções.Fecha-se atrás de si o pequeno portão da mera meninice – e adentra-se um jardim encantado. Até as sombras aqui resplandecem cheias de promessas. Cada curva da vereda tem suas seduções. E não porque se trate de um país desconhecido. Sabe-se muito bem que a humanidade toda já trilhou aquela senda. É o encanto da experiência universal, da qual se espera extrair uma sensação incomum ou pessoal – um algo que seja só nosso."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é exatamente assim?&lt;br /&gt;Observem seus filhos. Olhem bem quantos traços, comportamentos, qualidades e defeitos eles adquiriram de você, somados aos que adquiriram na sociedade, mais os que eles escolheram para si mesmos, prontos para ir em busca de sua experiência universal!&lt;br /&gt;Não é maravilhoso? Você se lembra desse “jardim encantado”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o autor complementa, que &lt;em&gt;"aceitando a boa ou a má sorte, vai-se adiante. E o tempo também, caminha – até que se percebe uma linha de sombra avisando-nos que a região da mocidade também deverá ser deixada para trás."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S6psX5vx_9I/AAAAAAAAAUk/Luzuan_uYCI/s1600/meditacao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452289456779427794" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S6psX5vx_9I/AAAAAAAAAUk/Luzuan_uYCI/s320/meditacao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A menopausa também é uma experiência universal muito pessoal. Cada uma das amigas com quem converso sente diferente, age diferente, tem expectativas diferentes.E eu? Como venho me sentindo de verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando – aliás, penso demais, já me disse um amigo (um humano, não um livro) – que estas mudanças que vêm acontecendo comigo, físicas e emocionais, que os médicos vêm sinalizando como uma pré-menopausa, significam que cheguei na “linha de sombra”, avisando que o tempo caminhou e terei que entrar mais uma vez em um país desconhecido.&lt;br /&gt;E daí em diante, como será? Este novo jardim será também tão encantador? Continuará cheio de promessas? Terá suas seduções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora – exceto comer, beber e ir ao banheiro – tudo o mais foi opcional.&lt;br /&gt;Uma imensa aventura guiada pelas escolhas constantes que tive que fazer: estudar, o que estudar; casar, com quem casar; ter filhos; trabalhar; voltar a estudar; rir ou chorar; amar ou desprezar; lutar ou desistir.As opções eram tantas! A “boa ou má sorte” era encarada como desafios, e tantos foram superados sem nenhum problema. Não havia tempo para lembrar o passado e nem interessava tanto o futuro. A vida era, literalmente, um presente. Desfrutava da ânsia de viver tudo ao mesmo tempo e com toda a intensidade possível. E não sentia nenhum medo do que viria a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí chega a maturidade e me pergunto: e se houvesse optado por outros caminhos?As vezes não perdoo as escolhas que julgo terem sido erradas e que me trouxeram dor, sofrimento ou mágoa, esquecendo que estas experiências vividas foram tão importantes para me conhecer melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que realmente sei quem sou?O Passado bateu na porta e está tentando retornar devagar, ocupar um espaço muito grande e tirar toda a atenção do Futuro com quem voltei a flertar e tenho planos de transformar num ótimo relacionamento.&lt;br /&gt;Não devo deixar o Passado ocupar meu quarto de hóspedes. Para não magoá-lo, convidei-o gentilmente a viver no quartinho dos fundos. Lá onde guardamos objetos que recordam bons momentos, mas não combinam mais com os novos sentimentos e expectativas espalhados pela casa e muito menos irão combinar com os que estão por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Futuro está se instalando aos poucos, como aquele hóspede que vai se habituando à rotina da casa, mas também gostaria de cooperar fazendo algumas boas mudanças. Devo aproveitar as novas opções que ele traz na bagagem e estar pronta para mais uma emocionante viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parodiando Joseph Conrad:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"É um privilégio do começo da &lt;strong&gt;maturidade&lt;/strong&gt; viver adiante de seus dias, em toda a bela continuidade de esperança que não conhece pausas ou interrupções. Fecha-se atrás de si o pequeno portão da &lt;strong&gt;mera juventude&lt;/strong&gt; – e adentra-se um jardim encantado. Até as sombras aqui resplandecem cheias de promessas. Cada curva da vereda tem suas seduções. E não porque se trate de um país desconhecido. Sabe-se muito bem que a humanidade toda já trilhou aquela senda. É o encanto da experiência universal, da qual se espera extrair uma sensação incomum ou pessoal – um algo que seja só nosso."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-5631678665906214490?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/5631678665906214490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=5631678665906214490' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5631678665906214490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5631678665906214490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2010/03/minha-linha-de-sombra.html' title='Minha Linha de Sombra'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S6psX5vx_9I/AAAAAAAAAUk/Luzuan_uYCI/s72-c/meditacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-8934389549479687230</id><published>2009-03-28T23:08:00.005-03:00</published><updated>2009-04-03T18:10:28.498-03:00</updated><title type='text'>Reflexões</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;por Ana Maria Chagas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive longe do cafezinho e das letras, porque entrei no estressante processo de procura, compra e mudança para um novo apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que ando meio sem inspiração para escrever...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes a vida da gente parece girar em círculos repetitivos de acontecimentos, enquanto tentamos mudar nosso comportamento e atitudes pra tentar fazer tudo melhor desta ou de uma próxima vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti saudades do blog...De quem sou quando escrevo... Dos comentários dos amigos ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda me sinto bloqueada. Não por falta de idéias, mas por excesso ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fica difícil parar, escolher uma delas e deixar a emoção me guiar para escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz algum tempo escrevi sobre como gostaria de ter uma porta USB no meu cérebro, onde pudesse ligar um cabo direto ao computador e fazer um download de tudo que penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que não salvo os &lt;em&gt;chats&lt;/em&gt; que tenho com amigos pelo MSN. Já deixei passar muito material para escrever. Bons textos em conversas bem interessantes com amigos idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alguns deles não deixaram passar não. Tenho visto alguns dos meus pensamentos em artigos ou crônicas de amigos escritores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade! Um até ficou famoso..Mérito dele, claro. Mas um pouco de mim está lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pode culpá-lo? Talvez, a sintonia de nossos pensamentos ao conversar fosse sempre tão perfeita, que ele acabou por assumir como dele algumas das minhas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a falar sobre escrever, durante a mudança para o novo apartamento, no meio dos livros, recortes, cartões e tudo mais que guardo com mais carinho, encontrei um antigo caderno onde comecei aos 15 anos de idade, em 1979, a deixar a caneta traduzir meus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria são pequenos textos, logicamente infantis, onde comecei a registrar as primeiras paixões, desilusões, etc. Mas relendo hoje, me surpreendi lembrando o que motivou a escrever cada um. Foi uma deliciosa viagem ao passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhi um deles para postar aqui hoje, porque me surpreendeu que quase 30 anos depois eu ainda tenha em mim os sentimentos da menina que o escreveu :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/Sc7i1rBJp6I/AAAAAAAAAIw/ta4Mmk9CR9g/s1600-h/Salvador+Dali+ship.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318437621679630242" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/Sc7i1rBJp6I/AAAAAAAAAIw/ta4Mmk9CR9g/s320/Salvador+Dali+ship.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;Reflexões&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Verde mar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;o que trouxeste?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Brancas ondas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;de onde viestes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Ser mar, ser terra, ser ar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;seres que se formam... Viver...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Na areia sento e penso,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;atrás do Ser o que há de ter?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Estou triste, sou só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Sou mar seco, terra podre, ar impuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;E na areia sentada ainda penso,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;o que faz um barco sem rumo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Folhas que caem, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;encontraram liberdade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Árvores secas, sentem saudades?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Temo a ilusão. Não amo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Sou o pobre mar, a pobre terra, o pobre ar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Mas aqui sento para pensar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;nunca posso do destino me afastar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Gaivotas passam gritando,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;estarão rindo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;O sol faz reflexos no mar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;tenta ele refletir também em mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Agora estou feliz, já posso sorrir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Sou mar calmo, terra fértil, ar puro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;E levantando da areia penso ainda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;para me completar, o que mais pode vir?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-8934389549479687230?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/8934389549479687230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=8934389549479687230' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8934389549479687230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8934389549479687230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2009/03/reflexoes.html' title='Reflexões'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/Sc7i1rBJp6I/AAAAAAAAAIw/ta4Mmk9CR9g/s72-c/Salvador+Dali+ship.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-3018148450059552642</id><published>2009-01-10T15:00:00.004-02:00</published><updated>2009-01-20T19:11:57.895-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autor convidado'/><title type='text'>Internet e Literatura</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;por Teócrito Abritta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste número o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Montbläat&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; chega gloriosamente a sua edição 300, estando caminhando pelo seu quinto ano de existência. Este percurso, como sabemos, tem sido difícil, mas, apesar das dificuldades, esta publicação independente continua existindo graças aos esforços de seu redator, Fritz Utzeri, da sua “equipe” de redação, de seus leitores e de alguns patrocinadores, mais movidos por interesses culturais do que econômicos ou políticos, como a &lt;em&gt;Editora Sextante&lt;/em&gt;, contando ainda com a solidariedade de outros sites como &lt;em&gt;bafafá on line&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Guia Urbano&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Universo da Mulher&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje com o crescimento vertiginoso da Internet existe uma preocupação muito grande com o seu controle, tornando-se não um instrumento de democratização da informação, mas um dos mais eficientes meios de domínio da opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta discussão do controle da informação é antiga e logo depois da Segunda Guerra Mundial refletia-se na literatura e no cinema, com obras como o romance &lt;em&gt;Fahrenheit 451&lt;/em&gt;, de Ray Bradbury, lançado em 1953 e adaptado magnificamente para o cinema em 1966, sob a direção de François Truffaut. Esta época também ficou marcada pelo romance &lt;em&gt;1984&lt;/em&gt; escrito por George Orwell em 1949. Nestas obras a cultura era perseguida implacavelmente, realidades imaginárias tornavam-se verdades e tudo era controlado por meios eletrônicos. Em certo sentido a nossa televisão exerce um enorme controle sobre a opinião pública, favorecendo versões de interesse dos seus patrocinadores, sejam marcas comerciais ou forças políticas que controlam a sociedade de uma maneira não democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o avanço da Internet as coisas podem piorar, já que assistimos entre as novas gerações um acentuado declínio dos hábitos de leitura de documentos impressos – sejam livros, revistas ou jornais – ficando fortemente dependentes das informações que chegam as suas mãos, muitas vezes de uma forma passiva, pela Internet. Com o desprestígio das obras escritas e com a ausência de reflexões mais profundas, o domínio dos patrocinadores tende a ser absoluto, ditando a moda, dizendo o que comer, favorecendo preconceitos, elegendo políticos e assim por diante, já que tudo terá maior credibilidade sob o manto de alguma grande empresa telefônica que promova espetáculos com &lt;em&gt;superstars&lt;/em&gt; do que a palavra de um pensador independente e pouco conhecido que usa como arma apenas um apelo para a reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto pode ser visto com o abandono criminoso da nossa cultura, dos nossos museus, centros culturais, bibliotecas, universidades e uma total ausência de políticas sérias de educação e promoção social. Mesmo na época da ditadura militar existiam programas educacionais, como o &lt;em&gt;Mobral&lt;/em&gt;, e políticas de melhoria de museus e centros culturais. Esta situação de terra arrasada na área cultural, uma das tristes marcas do governo Lula, pode ser sintetizada na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Figura 1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, onde livros são transformados em meras colunas decorativas para uma mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjWGBrOT3I/AAAAAAAAADE/K1HkmLktcy8/s1600-h/livro_mesa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289713161363935090" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjWGBrOT3I/AAAAAAAAADE/K1HkmLktcy8/s320/livro_mesa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6600;"&gt;Figura 1 – Livros são transformados em colunas decorativas para uma mesa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas, estamos aqui mais para festejar a sobrevivência do Montbläat do que para nos aprofundarmos nesta discussão. Neste sentido vamos falar um pouco das preocupações que a literatura, o segmento cultural mais vulnerável a um possível controle de opinião, tem desta problemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isto, convido-os a ler, ou reler, o conto “&lt;em&gt;Biblioteca de Babel&lt;/em&gt;” de Jorge Luis Borges, escrito em 1941 (publicado em Ficções, Companhia das Letras – 2007) e o ensaio “&lt;em&gt;Uma Carta para Borges&lt;/em&gt;”, escrito em 1996 por Susan Sontag (publicado em Questão de Ênfase, Companhia das Letras – 2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Borges usa a imagem de uma biblioteca como uma metáfora do universo, da humanidade e de sua criação. Após dez anos da morte de Borges, Susan Sontag fez uma grande homenagem a sua genialidade com este ensaio, em forma de uma carta pessoal, onde deixa transparecer as suas preocupações com os livros, a cultura e a liberdade de expressão. Abaixo transcrevo algumas das palavras desta escritora que conseguem falar muito mais do que os meus comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;... Se os livros desaparecerem, a história desaparecerá, e os seres humanos também. Tenho certeza de que você tem razão. Livros não são apenas a suma arbitrária de nossos sonhos e de nossa memória... Eles nos dão também o modelo da autotranscendência...&lt;br /&gt;... Lamento ter de dizer a você que os livros, hoje, são tidos como uma espécie ameaçada...&lt;br /&gt;... Em breve, nos dizem, invocaremos em “telas-livro” quaisquer “textos” que quisermos e poderemos alterar seu aspecto, fazer perguntas a eles, “interagir”. Quando os livros se tornarem “textos” com o que “interagiremos” segundo o critério da utilidade, a palavra escrita terá se transformado simplesmente em mais um aspecto da nossa realidade televisual regida pela publicidade. Esse é o glorioso futuro que está sendo criado e prometido para nós, como algo mais “democrático”. É claro, isso significa nada menos que a morte da interioridade – e do livro.&lt;br /&gt;... Mas, esteja certo, alguns de nós não abandonaremos a Grande Biblioteca. E você continuará a ser o nosso patrono e o nosso herói.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quatro anos Susan Sontag partiu de nosso mundo para juntar-se a Borges na “Grande Biblioteca Celeste”, deixando-nos estas belas palavras para refletirmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esta reflexão contribua para que nós da comunidade do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mont&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; encontremos uma solução para continuarmos semana após semana, construindo volumes para esta infinita biblioteca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-3018148450059552642?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/3018148450059552642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=3018148450059552642' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/3018148450059552642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/3018148450059552642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2009/01/internet-e-literatura.html' title='Internet e Literatura'/><author><name>Cafezinho com Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12932184846552612600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjWGBrOT3I/AAAAAAAAADE/K1HkmLktcy8/s72-c/livro_mesa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-9023153007673461102</id><published>2009-01-10T13:54:00.020-02:00</published><updated>2009-01-10T17:50:45.708-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autor convidado'/><title type='text'>Do Rádio Galena a Internet</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por Teócrito Abritta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro dia em uma cafeteria, ao observar os verdadeiros escritórios móveis dos freqüentadores, em sua maioria jovens, com seus &lt;em&gt;notebooks&lt;/em&gt; conectados pelo mundo afora via &lt;em&gt;Wi-Fi&lt;/em&gt;, fiquei a refletir na vertiginosa evolução dos meios de comunicação e da escrita – que, devido a sua variedade, chamamos propriamente de multimídia – que testemunhei nos 61 anos de minha existência. Uma elegante jovem ao meu lado, digitando o seu &lt;em&gt;notebook&lt;/em&gt; com uma velocidade invejável, lembrou-me de uma antiga foto intitulada, &lt;em&gt;Dactylo&lt;/em&gt; tirada na beira do rio Sena, em Paris, no ano de 1947 &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(ver Figura 1).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Sempre se escreveu, sempre nos comunicamos, o que mudou foram as facilidades e a velocidade de divulgação da informação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjHuENxcYI/AAAAAAAAACk/wOHzBpNYgnE/s1600-h/figura1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289697356566065538" style="WIDTH: 257px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjHuENxcYI/AAAAAAAAACk/wOHzBpNYgnE/s320/figura1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;Figura 1 -&lt;/em&gt; Dactylo&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;, Robert Doisneau, Paris 1947&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando me lembro do esforço gigantesco que era datilografar um texto mais longo, não sinto nenhuma saudade destes tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas teses de Mestrado e Doutorado foram datilografadas em casa pela minha esposa em uma tarefa considerada tão heróica, que ao ser dado o último toque na última linha da tese de Doutorado, após as inúmeras versões corrigidas, fizemos uma comemoração com foto e tudo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ver Figura 2)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Lembrando que freqüentemente as correções no texto implicavam em datilografar novamente capítulos inteiros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjH-1htCXI/AAAAAAAAACs/X4xmT4g6kTM/s1600-h/figura2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289697644680907122" style="WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjH-1htCXI/AAAAAAAAACs/X4xmT4g6kTM/s320/figura2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Figura 2 - A Datilógrafa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas, felizmente a inteligência e a produção intelectual está acima de qualquer tecnologia, devendo o homem não se descuidar do desenvolvimento de raciocínios lógicos e intuitivos, princípios éticos e uma visão social e política, caso contrário, será uma massa passiva, manipulada pelos meios de comunicação patrocinados por interesses meramente comerciais que pululam por aí, em particular na Internet. O importante é usar as facilidades da informatização para o nosso aperfeiçoamento e não para um empobrecimento intelectual, com a perda da capacidade da escrita e da especulação (ver &lt;em&gt;Novidade – Misoneistas e Neófonos&lt;/em&gt;, Anna Maria Ribeiro – &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Montbläat&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; 268, 14 a 20 de dezembro de 2007). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aqui faremos um passeio pela História da multimídia, comparando, de uma maneira divertida, os novos dispositivos tecnológicos, com as atualmente consideradas geringonças que os antecederam, mostrando que no fundo as diferentes gerações humanas são muito parecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Rádio Galena, &lt;em&gt;iPods&lt;/em&gt; e celulares&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Enquanto os jovens de hoje se maravilham com seus caríssimos iPods, há cinqüenta anos se encantavam com o rádio galena, aquela pedra maravilhosa que ligada a um pedaço de arame – chamado de bigode de gato – e a um fone, obtido de sucata de telefone, permitia a sintonização de ondas de rádio. Era um fato fascinante e mágico tirar música de uma pedra, que era o sulfeto de chumbo natural, que foi usado na segunda guerra mundial como receptor elementar de ondas de rádio, sendo posteriormente substituído por semicondutores de germânio ou silício.&lt;br /&gt;Os celulares de hoje, maravilha das comunicações, só eram conhecidos nas histórias de quadrinhos, onde o Detetive Dick Tracy falava em um rádio de pulso. Mas, em compensação tínhamos uma rede de rádio amadores que transmitiam notícias dos lugares mais remotos do planeta, providenciando salvamentos e fazendo denúncias. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os jovens do passado também tinham os seus sonhos de consumo, como uma calça Lee ou a mais cobiçada que era a Levis Straus. No tocante a tecnologia o supra-sumo, dos universitários de áreas científicas ou tecnológicas eram as réguas de cálculo Aristo ou Faber Castell, consideradas umas das maravilhas da época, para intricados cálculos matemáticos, sendo hoje apenas uma relíquia disputada por colecionadores &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ver Figura 3).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Até hoje me lembro da minha primeira calculadora eletrônica, uma HP-45, presente de um ano de casamento, comprada em 12 prestações, com exigência de fiador e tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjILsJg_uI/AAAAAAAAAC0/hA03ftmNXJ0/s1600-h/figura3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289697865501834978" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjILsJg_uI/AAAAAAAAAC0/hA03ftmNXJ0/s320/figura3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6600;"&gt;Figura 3 - A régua de cálculo, uma das maravilhas dos calculistas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Epidiascópios e Retroprojetores&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Hoje, diante de um moderno sistema de apresentação multimídia, onde um computador é conectado a um projetor óptico, possibilitando o uso de textos, sons, imagens e arquivos da Internet obtidos em tempo real, bem como animações feitas por programas de computador, não imaginamos a parafernália que usávamos no passado nas “modernas” apresentações com o uso do que na época chamávamos de “recursos audiovisuais”. Fotografias e quaisquer materiais impressos eram projetados pelos epidiascópios. Tinha também os microscópios de projeção e outros equipamentos, que seriam os precursores dos projetores de slides &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ver Figura 4).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Mais tarde apareceram os retroprojetores para transparências. Para o uso de sons e imagens eram usados gravadores de fita e projetores de filmes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjIcTEcn3I/AAAAAAAAAC8/bOsRQklK3I8/s1600-h/figura4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289698150827466610" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjIcTEcn3I/AAAAAAAAAC8/bOsRQklK3I8/s320/figura4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6600;"&gt;Figura 4 - Um dos precursores dos slides&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do Mimeógrafo a Xerox&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Na divulgação de materiais impressos, durante muito tempo reinou o mimeógrafo a álcool e depois a modernidade colocou em nossas mãos o estêncil para mimeógrafos elétricos, onde os textos podiam ser batidos na máquina de escrever. Porém, a maior dificuldade era fazer figuras riscando com um estilete. Não dá nem para pensar hoje em dia quando usamos uma impressora.&lt;br /&gt;As máquinas de escrever evoluíram muito, e algumas permitiam trocar as fontes, trocando uma esfera com os tipos, o que facilitava os trabalhos científicos quando tínhamos de usar letras gregas, que são os símbolos matemáticos. Mais tarde apareceram as máquinas de escrever com memória, a xerox e aí não paramos mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pichações e o &lt;em&gt;Spray&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Hoje, com a tinta em &lt;em&gt;spray&lt;/em&gt; sendo usada não só pelos artistas do grafite, como também por aqueles que irresponsavelmente emporcalham tudo, é difícil imaginar como podíamos escrever uma frase de protesto como, por exemplo: &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;ABAIXO&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;DITADURA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Para isto eram preparados lápis gigantes de aproximadamente 25 cm de comprimento e 5 cm de diâmetro, obtidos derretendo sebo, parafina e usando como corante o chamado pó de sapato, permitindo inscrições nas cores preta, azul ou vermelha. O problema era que o cheiro do sebo era uma prova irrefutável do crime político cometido. Nas colagens de cartazes usava-se o grude, que era uma cola doméstica feita com farinha de trigo ou polvilho, que era preparada em grandes quantidades, em baldes, para ser aplicado com vassouras, o que emporcalhava todo mundo. Enquanto hoje um internauta com um simples toque do mouse envia o seu protesto para o mundo inteiro, no passado tinha que se esgueirar pelas sombras da noite, todo lambuzado de parafina, grude e sebo para fazer o seu protesto chegar a muito poucas pessoas ou amargar uma prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cientistas e Contrabandistas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Enquanto a ditadura no Brasil impunha uma Lei de Reserva de Informática, que regulava a fabricação e importação destes itens de última tecnologia, cientistas brasileiros viravam contrabandistas, adquirindo ilegalmente circuitos digitais, que eram usados para construir os primeiros microcomputadores, usando televisões como monitores, gravadores de fitas magnéticos como memórias e teclados de máquinas de escrever elétricas ou de vários telefones, para a montagem final dos teclados dos chamados microcomputadores. Estes criativos cientistas-contrabandistas com muita dificuldade e trabalho publicavam seus estudos e deixavam sua colaboração para o saber universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Criatividade ou Alienação&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Hoje tomamos conhecimento de que somente no ano de 2007 no Brasil foram vendidos 35 milhões de telefones celulares, sendo que quase 2 milhões apenas por ocasião do Natal, e que a maioria destas compras foram feitas por pessoas dirigidas pela propaganda que trocaram seus antigos aparelhos apenas em busca de uma luz piscante a mais. Estes fatos devem levar-nos a uma séria reflexão sobre a evolução da informática e das comunicações com o agravante de que estes mesmos consumidores ao fazerem os seus cadastros nas lojas, quando fornecem o número de seus CPFs podem constatar que os comerciantes já possuem todos seus dados pessoais, em um verdadeiro controle da privacidade das pessoas, como se a loja fosse uma sucursal da Receita Federal, mostrando que as nossas Leis, desde a Constituição Federal, passando pelo Código Civil e chegando até ao Código Penal, são letras mortas, o que é também reforçado pelo próprio governo federal quando apenas declara que um cidadão tem o seu imposto de renda na malha fina da Receita Federal, sem maiores informações, negando o elementar direito de saber de que se é acusado e o direito de defesa imediato. Outro fato grave é a corrida para a compra dos caríssimos conversores para a TV digital, por uma massa que age como zumbis, comandada pela mídia globalizada, obedecendo a um comando consumista em direção a uma tecnologia incipiente e não existente efetivamente. Esses fatos foram bem sintetizados por um cidadão da chamada terceira idade que ao se sentir ridicularizado por uma “moderninha” atendente de uma loja de informática, respondeu: É, você parece ser muito esperta para apertar estes botões coloridos, mas garanto que não sabe o valor da raiz cúbica de oito! &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O perigo, portanto, do mundo informatizado é a geração de toda uma geração de analfabetos, sem raciocínio lógico, domínio da escrita, mas exímios apertadores de botões, que se consideram muito valorizados quando espalham informações de qualidade duvidosa pela Internet, tal qual aquele maníaco que escreve impropérios nas paredes dos lavatórios, protegido pelo anonimato dos banheiros públicos. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O bom uso das facilidades da informatização só será efetivo para um povo alfabetizado com conhecimentos de matemática, ciências, domínio da escrita e uma visão social. Caso contrário teremos uma mera carneirada, bem ao gosto dos políticos desonestos e dos mistificadores religiosos dos dias de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;(&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Teócrito Abritta&lt;/strong&gt; é físico,  &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;escritor e colunista do jornal eletrônico &lt;strong&gt;Montbläat&lt;/strong&gt; (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.montblaat.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;www.montblaat.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-9023153007673461102?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/9023153007673461102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=9023153007673461102' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/9023153007673461102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/9023153007673461102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2009/01/do-rdio-galena-internet.html' title='Do Rádio Galena a Internet'/><author><name>Cafezinho com Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12932184846552612600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SWjHuENxcYI/AAAAAAAAACk/wOHzBpNYgnE/s72-c/figura1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-2125500504970013402</id><published>2008-12-06T22:29:00.008-02:00</published><updated>2008-12-06T22:57:19.001-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autor convidado'/><title type='text'>Sonho. Sonhei</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;por Humberto Carneiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei que era verdade, pensei em construirmos juntos muita coisa.&lt;br /&gt;Construímos uma árvore de Natal. Ficou linda como ela, como o seu sorriso e a sua alegria.&lt;br /&gt;Sonhei que ensinaria a dirigir. Ia ser muito divertido. Os erros seriam motivo de muitas alegrias e os acertos com certeza estímulos. Faria junto com ela vários testes simulados no computador para prepará-la a enfrentar o exame do DETRAN. Enfim tiraria a carteira de motorista. Iria dirigir e me ajudar quando necessário. Ia aprender a dirigir até carrinho de Supermercado... haha.&lt;br /&gt;Sonhei que muitas vezes iria vê-la comer uma alcatra para dois e depois tomar sorvete. Íamos rir muito juntos.&lt;br /&gt;Sonhei que faríamos muitas coisas. Iria ver um agradecimento e a preocupação com os gastos e ver nossos olhares lacrimejar entendendo que foi Deus que nos colocou próximo naquele momento.&lt;br /&gt;Não pude dar a ela o Panetone que comprei e que estava na mala do carro. Ela desceu e disse que não disse. Só consegui vê-la andando com seu cabelo ‘pedra lascada’... haha. Não deu nem para tomar um café. Ela se foi. Voltará?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tilintou, pensei que fosse ela, o coração bateu mais forte. Atendi. Não era. Voltei decepcionado. Com o tempo me acostumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei que iria a Paraty. Ela iria gostar muito. Faríamos um passeio de barco. Visitaríamos lugares históricos. Poderia ir a Belo Horizonte. Ela ficaria com a família e eu iria a Savassi lembrar tempos passados. Depois voltaríamos juntos.&lt;br /&gt;Sonhei mostrar Porto Seguro e adjacências. Ia amar. Voltaria sempre alegre com seu sorriso.&lt;br /&gt;Poderia levá-la ao trabalho todos os dias e aproveitaria para dar uma volta na Lagoa e manter minha forma.&lt;br /&gt;Sonhei que iria a Búzios e muitos outros lugares conviver com a alegria. Petrópolis e o Museu Imperial. Onde pudesse, levaria o sorriso dela.&lt;br /&gt;Sonhei ver a alegria com o presente na árvore de Natal. Seríamos alegres.&lt;br /&gt;Sonhei um dia morar junto.&lt;br /&gt;Agora resta desconstruir a árvore de Natal em janeiro, desta vez sem o sorriso dela. Vou sentir muitas saudades. Difícil será desconstruir o amor que cresceu rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;(&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Humberto Carneiro&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;nasceu em Curitiba e se formou em engenharia mecânica na Uerj.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;É artista plástico e produz (muitos) contos nas horas vagas. Contista convidado para estreiar a nossa coluna&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Autor Convidado&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-2125500504970013402?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/2125500504970013402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=2125500504970013402' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2125500504970013402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2125500504970013402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/12/sonho-sonhei.html' title='Sonho. Sonhei'/><author><name>Cafezinho com Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12932184846552612600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-1897521226204778645</id><published>2008-09-30T08:55:00.003-03:00</published><updated>2008-09-30T09:18:08.587-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Nascimento'/><title type='text'>Sô e Sô</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;por Charles do Nascimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5h50min. Chove forte. Antes do despertador tocar, Solange pula da cama, livra-se do pesadelo e logo percebe, pelo barulho da rua, pois cada minuto da manhã tem um barulho diferente, que acertara mal o relógio. Na verdade, já são 6h10min. Dez a mais, era preciso correr para compensar o atraso. Sem tempo nem para se espreguiçar, corre para a cozinha e joga fora o resto de café. Lava cuidadosamente a cafeteira e prossegue o balé sincronizado das donas-de-casa. Pega mais pó de café no armário e liga o rádio para ouvir as primeiras notícias do dia. Hoje à noite vai ao ar o último capítulo da novela, quem sabe os jornais antecipam alguns detalhes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o café passa, ela corre para o quarto ainda escuro e pega o vestido amarrotado, jogado sobre a cadeira. “É bom não acender a luz, senão o César acorda, coitado! Ele trabalha o dia inteiro”. Às pressas, mas sem fazer barulho, passa correndo pelo quarto onde dormem os dois filhos. “Se acordarem, não faço mais nada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na padaria, antes de abrir a boca, o português se antecipa, num tom de voz elevado.&lt;br /&gt;– São seis pães franceses e um leite: R$ 3,30.&lt;br /&gt;– Aumentou, seu Manoel?&lt;br /&gt;– Tudo aumenta, por que o pão não haveria de aumentar?&lt;br /&gt;O grosso de sempre.&lt;br /&gt;– Então, amanhã eu trago os 30 centavos.&lt;br /&gt;– Não esqueça. E aproveite para ver se não há cascos lá em sua casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxotada da rua pela chuva, Solange retorna a passos largos para casa. Prepara a mesa, passa manteiga no pão, ferve o leite. “Nossa! Já são 6h25min. Está passando da hora de acordar o César. Ainda bem que hoje é sexta-feira”. Uma sexta-feira especial. “Foi num 12 de maio como esse, há 20 anos, que começamos a namorar”. Até a celebração do casamento, passaram-se inacreditáveis 13 anos entre namoro e noivado. A data foi cuidadosamente escolhida por ela para coincidir com o início do namoro. Não haveria como o César esquecer. “Bobagem, homem não lembra dessas coisas”. Enfim, tudo bem, hoje ela está mais preocupada com outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor esfria com o tempo. Hoje é o dia do último capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solange retoma as atividades. O marido acorda praguejando contra a&lt;br /&gt;chuva, toma banho, bebe o café sem se sentar à mesa e se despede.&lt;br /&gt;– Até logo, Sô – diz o pai de seus filhos. E, como faz todas as sextas-feiras, vai de carro para o trabalho. Geralmente às sextas volta mais tarde. Ela abre o portão, aguarda ao menos um sorriso tímido que não vem e volta para as tarefas do lar. Sozinha, diante do rádio, estranha: “Não vão mesmo falar nada sobre a novela?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um breve cochilo no sofá e já são 7 horas. Hora de acordar o Thiago, de 7 anos. Olha o velho relógio na parede da sala. “Nossa Senhora, de manhã o tempo voa!”. Thiago, para variar, não quer tomar banho. Pentear o cabelo é uma dificuldade; colocar o uniforme, outro parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7h50min. Ir a pé até à escola levará, em média, 15 minutos.&lt;br /&gt;– Traz logo a droga do guarda-chuva. Se chegar atrasado de novo, a professora vai me chamar a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sai com a dor de consciência de todos os dias: Matheus, um ano mais novo, ficará sozinho em casa por intermináveis 30 minutos.&lt;br /&gt;Quando volta, a chuva já estiou. Solange aproveita o sono do caçula para colocar a lavagem de roupa em dia. No bolso do marido tem um papelzinho com um nome e número de telefone. “Sofia. Quem será? Nunca ouvi falar nessa mulher. Vou ligar”, decide. Mas volta atrás: “Melhor não. Quem procura acha. Que merda de pensamentos! E a novela, vão falar nisso ou não?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente toma um gole de café, mas aí o outro filho acorda, chorando de fome. O balé é retomado, manteiga no pão, leite fervido, é hora de ajudar o menorzinho nos estudos. Não deu para colocá-lo no mesmo turno do irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 horas. Matheus resiste ainda mais ao banho. Pentear o cabelo é uma dificuldade, vesti-lo, outro parto. Almoça já atrasado, a mãe novamente põe a roupa de sair. Cadê tempo de almoçar junto com o filho? A pé, o mesmo percurso da manhã. Ela repete:&lt;br /&gt;– Se você também chegar atrasado, a professora vai me chamar a atenção&lt;br /&gt;de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta com o mais velho, serve o almoço, Thiago dorme, graças a Deus. Agora sim, ela vai ter tempo para si mesma. Si mesma? Varrer a casa, lavar o banheiro, guardar os brinquedos espalhados pela sala. E então toca o telefone.&lt;br /&gt;– Essa porcaria desse telefone vai acordar o...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É da floricultura. Perguntam se é da casa do senhor César da Silva e Souza. É que ele passou um cheque, e o rapaz precisou confirmar alguns dados. Solange parece não acreditar. “Nossa, ele lembrou! Afinal, 20 anos não são 20 dias!”. E prepara o jantar especial: macarrão com frango. Ah, e um bolo de sobremesa. “Quem sabe dona Hermengarda pinta minhas unhas para eu pagar depois?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingredientes comprados, vai com o filho mais velho ao banco pagar contas atrasadas. Ela sai da agência às cinco da tarde, corre para buscar Matheus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo vai passando. Já são quase 9 horas e nada do marido. Entra a propaganda eleitoral gratuita. Crianças para a cama. E ela deita para descansar um pouco.&lt;br /&gt;– Acorda Sô! Vai dormir na cama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O bicho pegou lá no parque gráfico. Deu uma pane, as máquinas enguiçaram, os geradores pifaram e aquele filho da puta obrigou todo mundo a ficar até mais tarde. Depois fui com a rapaziada tomar uma cervejinha lá mesmo em Caxias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofia também mora em Caxias. Não recebeu as flores, mas ainda assim foi uma trepada inesquecível. Um ano de namoro escondido do marido dela e da mulher dele. César teve sorte, também chama a amante de Sô. Nunca iria se confundir. A mulher jamais desconfiaria. E o rival não liga tanto para a mulher. O corno é jornalista, sabe de tudo, menos do dia 12 de maio, uma data que o César nunca esquece, qualquer dia vai lembrar o porquê disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, lembra-se do cheque na floricultura. Só no trabalho viu que não tinha cobertura. Será que ligaram para sua casa? Não. Sô, ou melhor, Solange teria dito. De qualquer maneira, resolve sondá-la.&lt;br /&gt;– Que cara de sono mais esquisita! Está preocupada com alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só então é que a mulher se dá conta de que esquecera algo importantíssimo:&lt;br /&gt;– Ai meu Deus! Será que vão reprisar o último capítulo logo mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(O texto faz parte do livro &lt;em&gt;Parem as máquinas: jornalistas que valem mais de 50 contos,&lt;/em&gt; ed. Casa Jorge)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-1897521226204778645?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/1897521226204778645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=1897521226204778645' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/1897521226204778645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/1897521226204778645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/09/s-e-s.html' title='Sô e Sô'/><author><name>Charles Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17206812459824456174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-2038017905457278200</id><published>2008-08-27T22:56:00.002-03:00</published><updated>2008-08-31T09:18:04.271-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Maria Chagas'/><title type='text'>Não quero dar adeus ao Cine Paissandu...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por Ana Maria Chagas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje de manhã recebi a ligação da amiga Magali Almeida e quando comecei a dar os parabéns pelo seu aniversário, ouvi a voz mais decepcionada do mundo:&lt;br /&gt;- Ana, vão fechar o Paissandu! Como é que deixam isso acontecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cine Paissandu fica no bairro do Flamengo, RJ, onde Magali esteve presente na primeira sessão de apresentação do filme Casablanca que assistiu suspirando por Humphrey Bogart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tão triste quanto receber a notícia da morte de um parente. Juro.&lt;br /&gt;Não quis acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Busquei a notícia no Google e encontrei a reportagem “A Última Sessão do Estação Paissandu” de Eduardo Fradkin (O Globo - 24/08/2008 05:00:09) dizendo que após 48 anos de existência fechará no dia 31 de agosto  “(...) o cinema que formou, nos anos 1960, a Geração Paissandu, rótulo que agrupava jovens cinéfilos e intelectuais de esquerda incapazes de perder os longas de Jean-Luc Godard, Louis Malle, Michelangelo Antonioni, François Truffaut e outros cineastas autorais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram só? Sabe aquele tempo em que os jovens era mais antenados com os acontecimentos políticos e econômicos do país? Onde eles se reuniam? Cine Paissandu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí se hoje a nova geração prefere o shopping?&lt;br /&gt;Ah! Se eu pudesse ensinar aos jovens o quanto um filme de Truffaut, Kieslowski e tantos outros agregam para a formação do nosso pensamento crítico, nossa personalidade e da importância do “ser” em detrimento do “ter” tão valorizados nos enlatados americanos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que sempre me senti uma “excluída cultural” por não ter acesso à filmes estrangeiros e aos chamados “filmes alternativos” nos cinemas da Zona Norte do RJ, agora nem mesmo na Zona Sul.&lt;br /&gt;E o que vão construir naquele terreno? Já não temos supermercados e igrejas demais?&lt;br /&gt;Nada contra, mas além do pão para corpo e espírito, a população precisa de alimento para o raciocínio, para as novas experiências, cultura enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero dar adeus o Cine Paissandu.&lt;br /&gt;Quero me encher de esperança de que no exato último instante - como nos filmes mais emocionantes da história – apareça a cavalaria chamada “patrocínio” e salve este maravilhoso patrimônio carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Não resisto! Vou fazer um apelo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Empresários: uni-vos! Será que não existe nenhum empresário cinéfilo que possa ajudar na preservação e continuidade do nosso Cine Paissandu?"&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-2038017905457278200?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/2038017905457278200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=2038017905457278200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2038017905457278200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2038017905457278200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/no-quero-dar-adeus-ao-cine-paissandu.html' title='Não quero dar adeus ao Cine Paissandu...'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-3419762022046591270</id><published>2008-08-24T12:38:00.010-03:00</published><updated>2008-08-27T22:56:08.301-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Maria Chagas'/><title type='text'>Também quero brincar!</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ana Maria Chagas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês leram?&lt;br /&gt;A Ieda nos convidou pra brincar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresento pra vocês então meu dois xodós: Asterix e Calvin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238641721133307362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/SLNk482xFeI/AAAAAAAAAF8/5lr2V65OWmM/s400/Festa+Julho+2008+019.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Tenho toda a coleção de revistas em quadrinhos do Asterix &amp;amp; Obelix desde menina, presenteada por meu pai. De vez em quando ainda tomo essa poção mágica de humor folheando uma delas. É revigorante e me dá uma força incrível.&lt;br /&gt;E este Asterix veio da Europa (chique né?). Encomendei de uma amiga que foi à França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Calvin representa meu lado moleque e argumentador.&lt;br /&gt;Sempre que preciso, olho pra ele e lembro daquela pergunta insistente que as crianças fazem e que não devíamos nunca abandonar ao crescer: "Por que não"?&lt;br /&gt;Este aí comprei numa lojinha do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria muito de ter também os pares de cada um: Obelix e Haroldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra não se sentirem sozinhos, coloquei juntos na minha prateleira.&lt;br /&gt;Mas de vez em quando pulam pro computador. Olhem só :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238643752624449938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/SLNmvMv_6ZI/AAAAAAAAAGM/eU0q-7-TQp0/s400/Asterix+%26Calvin.jpg" border="0" /&gt; Vamos lá Charles! É sua vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a brincadeira e passei a bola pra você! &gt;:op&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-3419762022046591270?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/3419762022046591270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=3419762022046591270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/3419762022046591270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/3419762022046591270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/tambm-quero-brincar.html' title='Também quero brincar!'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/SLNk482xFeI/AAAAAAAAAF8/5lr2V65OWmM/s72-c/Festa+Julho+2008+019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-8905171726802721546</id><published>2008-08-23T16:14:00.010-03:00</published><updated>2008-08-31T19:31:43.212-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ieda de Oliveira'/><title type='text'>Brasilidade</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ieda de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“(...)&lt;br /&gt;Somos nós que fazemos a vida&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como der ou puder ou quiser&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sempre desejada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por mais que esteja errada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ninguém quer a morte&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Só saúde e sorte&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E a pergunta roda&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E a cabeça agita&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu fico com a pureza da resposta das crianças&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É a vida, é bonita e é bonita&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Viver, e não ter a vergonha de ser feliz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cantar e cantar e cantar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A beleza de ser um eterno aprendiz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ah meu Deus eu sei, eu sei&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que a vida devia ser bem melhor e será&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas isso não impede que eu repita&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(a vida) &lt;em&gt;É bonita, é bonita e é bonita.” (*)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Viver e não ter a vergonha de ser feliz (Gonzaguinha) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) grifo meu&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo acordei totalmente abrasileirada. Sintonizei na MPB FM e, sob o som de Vinícius, Simonal, Novos Baianos, Jobim, Elis, Jackson do Pandeiro entre outros não menos sensacionais, cantei e cantei e cantei. E não foi por causa do clima de medalhas, lutas, sangue e suor dos nossos atletas em Beijin, não (que, aliás, merecem aqui todo o meu carinho e palmas pelo empenho nestas Olimpíadas), mas devido à brasilidade que me abateu nesses últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, terminei de ler dois livros de Machado de Assis (confesso, ainda não tinha lido &lt;em&gt;Dom Casmurro&lt;/em&gt;. Mas, mais do que nunca precisava saber, afinal, se Capitu traiu ou não traiu Bentinho. Querem a minha opinião? Depois eu digo em outra crônica, ok?) e emendei nos melhores contos de Rubem Braga. Sobrou um tempinho e li sobre cerca de 90 escritores estrangeiros, mas me impressionei e corri para ver a exposição da Clarice Lispector (a escritora ucraniana mais brasileira que o Brasil já teve) lá no CCBB, no Centro do Rio. Aproveitei e adquiri dois livros dela no mesmo dia. Mas hoje, segunda-feira, não resisti e entrei na Livraria da Travessa e comprei &lt;em&gt;Doidas e Santas&lt;/em&gt; da Martha Medeiros, lançado semana passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim a pilha de livros vai aumentando. É preciso ser justa e manter a ‘ordem de chegada’. Mas já estou mal vista por eles (os livros). Se tivessem vida própria, já daria para ouvir as reclamações. &lt;em&gt;“Lá vai ela pegar a Clarice... eu estou na fila há dois meses!” “Não, reclama, não, Saramago. E eu que estou aqui na fila desde 2006!” “Ah, tá, Luiz Fernando, quem me garante que ela não irá ler primeiro a Martha que comprou hoje”&lt;/em&gt;, observa Clarice. Ai, que vergonha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto discorro sobre arte, cultura e a ‘grande descoberta’ de ser brasileira, reflito também sobre algo importante e de onde origina todo esse orgulho de ser brasileiro ou mesmo o prazer de viver, saber viver: os princípios e valores passados pelos nossos pais e pelos pais dos nossos pais e pelos pais destes. Penso e torço pelos homens e mulheres que diariamente acrescentam verdadeiros valores através de valiosas atitudes – pequenas ou grandes - e que deixam como herança – mesmo que ofuscada pelos valores vendidos por outras culturas – aos filhos, aos seus futuros homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte, a cultura, o trabalho, a religião, a dignidade sobrevivem através de poucos que estão aí... lutando para ver o mundo melhor. E o mundo melhor, não é aquele dia quando o sol está bonito lá fora e vai dar praia ou quando o Brasil ganha uma Copa do Mundo (tão patético exemplo), não. O mundo melhor é o seu! É aquele que você pode oferecer ao outro. É o mundo que você oferece a sua família, que a família oferece a sua comunidade, que a comunidade oferece ao seu bairro, que a oferece a sua cidade, que oferece ao seu estado, que oferece ao seu país, enfim, ao resto do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o meu mundo melhor hoje é fazer uma boa leitura, indicar uma boa exposição que resgate mundos melhores do passado, ouvir um bom CD de chorinho (gravado na Lapa, hein!), dar uma ou duas voltas na Lagoa Rodrigo de Freitas, ou mesmo naquela pracinha simples perto de casa e comer um pastel que só lá se faz, ou escrever aqui o quanto eu desejo que o mundo seja sempre o melhor para você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-8905171726802721546?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/8905171726802721546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=8905171726802721546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8905171726802721546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8905171726802721546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/brasilidade.html' title='Brasilidade'/><author><name>Ieda Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08884584547801521983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1773/4216/320/ieda2a_2006.0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-8510868862081268469</id><published>2008-08-23T15:47:00.020-03:00</published><updated>2008-08-23T16:32:33.139-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ieda de Oliveira'/><title type='text'>Nossos Betinhos</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ieda de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AoqD43U8t40/SLBgyz9lIQI/AAAAAAAAAA4/NOhQYf4KT2E/s1600-h/Betinho_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237792792690106626" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AoqD43U8t40/SLBgyz9lIQI/AAAAAAAAAA4/NOhQYf4KT2E/s400/Betinho_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saudades do Betinho&lt;/em&gt; (ver em 4/8/8) teve ótimos comentários. Uns foram a favor de um resgate cheio de estratégias da casa de minha sobrinha Alessandra, outros refletiam sobre os seus próprios ‘Betinhos’. Meninas e meninos quarentões que, no fundo, no fundo, ainda mantém seu 'betinho' guardado em casa – ou na casa dos pais, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais 'betinhos' podem estar representados através de uma coleção de miniaturas ou de um boneco do Star Trek ou do Falcon; ou de uma boneca Susie ou alguma mais antiga ainda; ou num anel achado numa caixa de sucrilhos. Podem estar representados na compra daquele almanaque dos anos 70, 80, 90 (até do Fusca!) ou daquele livro maravilhoso e inesperadamente encontrado numa feira de livros antigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um tem o seu betinho da forma que melhor lhe fizer bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By the way, qual é o seu Betinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AoqD43U8t40/SLBcBV4Fl4I/AAAAAAAAAAo/9_BUDxtjyWU/s1600-h/Ale_25anos_Betinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237787544753903490" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AoqD43U8t40/SLBcBV4Fl4I/AAAAAAAAAAo/9_BUDxtjyWU/s400/Ale_25anos_Betinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Betinho&lt;/strong&gt; no aniversário de 25 anos da Alê, no dia 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ieda&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-8510868862081268469?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/8510868862081268469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=8510868862081268469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8510868862081268469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8510868862081268469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/assuntos-outros.html' title='Nossos Betinhos'/><author><name>Ieda Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08884584547801521983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1773/4216/320/ieda2a_2006.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AoqD43U8t40/SLBgyz9lIQI/AAAAAAAAAA4/NOhQYf4KT2E/s72-c/Betinho_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-6371719597821336189</id><published>2008-08-17T20:48:00.002-03:00</published><updated>2008-08-20T21:07:45.967-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Maria Chagas'/><title type='text'>Olhares...</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ana Maria Chagas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já observaram uma cena poética, original, por vezes indescritível e na hora H não tinha uma câmera fotográfica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando uma cena diz muita coisa pra você, mas não adiantaria fotografar porque o sentimento é todo seu? Daí você quer contar pra alguém, mas as palavras parecem não conseguir exprimir todos os detalhes. Nem da cena observada, nem do seus sentimentos em relação a ela. E parece que o encanto pertenceu só aquele minuto e não pode ser repassado a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro próximo à uma praça e da janela posso observar diariamente alguns momentos poéticos despertados pelas pessoas que a freqüentam, pelas árvores ao redor e pelos pássaros que moram nelas, como estes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O olhar do menino era como o céu ao escurecer misto de azul e o negro – e refletia a vitrine da loja onde, de nariz colado, fixava o pequeno caminhão de bombeiro exposto à venda. Sabia que o pai estava impaciente para ir embora, mas não podia perder nenhum detalhe do que passou a ser seu mais novo objeto de desejo infantil, para melhor relatar quando a zanga do pai já tivesse passado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O homem inquieto, a cada minuto olhava o relógio e ao redor. Era jovem, meio gorducho e, por vestir uma camisa larga sobre a bermuda comprida até aos joelhos, parecia baixo e atarracado. Um boné disfarçava um princípio de calvície e nos pés usava tênis já meio gastos. De repente, algo lhe desperta a atenção ao olhar. Retira o boné acertando os poucos fios rebeldes, alisa a camisa decidindo que ficaria melhor por dentro da bermuda e busca no banco onde estivera sentado uma rosa embalada em celofane. Recebe o abraço de uma moça mais alta e sorri como aliviado. Teria sido perdoado?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Justamente no meio do inverno, uma pequena vegetação que vinha crescendo com galhos ressecados em meio a um pequeno canteiro mal tratado, resolveu florescer. Uma, duas...muitas flores amarelas. Localizada próximo ao movimento intenso de um ponto de ônibus, mesmo vestida pelo sol da manhã, ninguém a notou.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Verão. Calor. A cabeceira da cama colocada embaixo da janela não foi proposital, mas por falta de espaço. E numa linda manhã ao despertar, vimos um pequeno beija-flor investigando o quarto. Nossa surpresa o assustou. Vimos que voltou ao ninho, no galho mais alto da antiga amendoeira do centro da praça e deve ter vindo apenas avaliar se havia perigo ao redor. Ou seria um simpático gesto de visita aos vizinhos?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não me acusem de voyeurismo. Afinal, de médico, louco e voyeur todo mundo não tem um pouco?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-6371719597821336189?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/6371719597821336189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=6371719597821336189' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/6371719597821336189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/6371719597821336189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/olhares.html' title='Olhares...'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-8997869408980632161</id><published>2008-08-14T21:09:00.024-03:00</published><updated>2008-08-20T21:12:02.782-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ieda de Oliveira'/><title type='text'>Rebobinamento digital</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ieda de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, resolvi substituir o bloquinho de anotações pelo meu velho gravador. Em vez de ficar escrevendo, registrar as idéias para as minhas crônicas no &lt;em&gt;tape&lt;/em&gt;. Na hora do almoço saí à cata de uma fita Cassette (ou K7, lembram?). Uma colega do trabalho foi logo me avisando: &lt;em&gt;'Você não vai encontrar...'&lt;/em&gt; Como não? Não acredito que as fitas Cassette já estejam todas abolidas, gente! Apesar de toda essa tecnologia nova, as fitas devem estar sendo vendidas em algum lugar. E os repórteres gravam com o quê, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira loja, um laboratório fotográfico. A vendedora não entendeu a pergunta. '&lt;em&gt;É uma fita Cassette, aquela que a gente coloca num gravador e...&lt;/em&gt;' Eu estava praticamente fazendo mímicas e ela continuou sorrindo, ou melhor, continuou não entendendo do que se tratava exatamente.&lt;br /&gt;Comecei a ficar preocupada. Não pelo fato de não encontrar mais a bendita fita, mas por começar a me sentir velha e ultrapassada. &lt;em&gt;Já, meu Deus!?&lt;/em&gt; A situação lembrou os relatos do meu pai sobre gramofone, transistor de rádio, válvulas de televisão etc. E agora, eu aqui, passando pela mesma sensação que o coitado devia passar quando eu o olhava como se estivesse relatando sobre a vida em outro planeta; ou mesmo a minha mãe quando dizia que qualquer aparelho com mais de dois botões, nem precisava comprar para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda loja, uma mega store. Na minha opinião, ou esperança, como queira, ali eu encontraria, ao menos, algumas.&lt;br /&gt;Um vendedor chamou o outro para ajudar. &lt;em&gt;Precisava mesmo?&lt;/em&gt; Uma convenção começou a se formar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- A senhora quer dizer gravadores com microfita, certo?&lt;/em&gt; - disse o segundo vendedor.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;- Não, microfita é para secretária-eletrônica. Eu quero aquelas fitas maiores, tamanho padrão para gravador, gravador, sabem...?&lt;/em&gt; – comecei de novo com as mímicas. &lt;em&gt;- Não é fita pra vídeo, não, hein... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;- Ah... então é o gravador digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gravador digital? Digital? Mas gravador digital não é aquele gravador de DVD, não? -&lt;/em&gt; Será que se eu falasse do &lt;em&gt;walkman&lt;/em&gt;, eles atinariam pra coisa ou ririam na minha cara?&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;- Não, este usa USB PDR180 ou RR-US450, depende do mod...&lt;/em&gt; – informava o primeiro vendedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto. O pânico se instalou de vez. Não entendi ou ouvi mais nada. Agora era real: eu estava vivendo em um mundo paralelo ao meu. Eu me senti um personagem de &lt;em&gt;Além da Imaginação&lt;/em&gt;! Falava de algo que ninguém sabia do que se tratava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso não é de agora. Na festa de vinte anos de formatura, em 2006, a filha de um ex-colega de faculdade ficou impressionada por não existir celular na nossa época: '&lt;em&gt;Como&lt;/em&gt; &lt;em&gt;os caras faziam para avisar às namoradas que estavam chegando e que era pra descer?&lt;/em&gt;' Humm... Sabe que não me lembro mais!&lt;br /&gt;É... só sei dizer que de lá para cá comecei a ficar receosa. Para mim, ainda era cedo para preocupações com a idade; eu recém-chegada à casa dos 40. Mas agora a coisa estava ficando, digamos, mais pesada para o meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é fato. Adaptação é a palavra de ordem. Como no exemplo clássico daquele torneiro-mecânico que se preocupava em perder o emprego para um robô, que certamente tomaria o seu lugar porque tinha tecnologia capaz de desenvolver as tarefas diárias de maneira bem mais rápida que o ser humano. Foi aí que alguém sugeriu ao operário que aprendesse a manejar o robô para se manter no mercado. Nada mais acertado a ser feito: se adaptar às novas metodologias de trabalho. No meu caso, às novas mídias de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avanço da tecnologia ganha cada vez mais espaço na vida da gente. Mesmo que queiramos fugir ou bater o pé 'que nem o celular' vai usar, a tecnologia ainda vai te 'pegar'. Ainda outro dia mesmo, um amigo foi ao Ministério da Fazenda e para ser atendido precisava de senha. &lt;em&gt;'Claro, aonde pego?&lt;/em&gt;' &lt;em&gt;'Pela internet, no site da Fazenda&lt;/em&gt;.' É isso: senha pelo site. E quem não tem acesso a computador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistente (puxou ao pai), ontem eu me peguei pesquisando no Google por modelos de gravadores... digitais. &lt;em&gt;Adaptação, ainda que tardia...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS.:&lt;/strong&gt; Depois de ir a mais três lugares naquele dia, encontrei as fitas K7 em uma lojinha pertinho do trabalho. Se alguém aí quiser o endereço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apenas por curiosidade arqueológica:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassete" target="_blank"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassete&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tapedeck.org/" target="_blank"&gt;http://www.tapedeck.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-8997869408980632161?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/8997869408980632161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=8997869408980632161' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8997869408980632161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8997869408980632161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/rebobinamento-digital.html' title='Rebobinamento digital'/><author><name>Ieda Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08884584547801521983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1773/4216/320/ieda2a_2006.0.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-2506906923840983908</id><published>2008-08-11T20:50:00.002-03:00</published><updated>2008-08-11T21:04:39.294-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Nascimento'/><title type='text'>Lar, doce bar</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Charles do Nascimento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande Moacyr Luz, sambista da primeira grandeza, está fazendo sucesso também no mercado editorial com a obra &lt;em&gt;Manual de sobrevivência nos butiquins mais vagabundos&lt;/em&gt;. O livro estimula a reflexão sobre as práticas e tradiçõesno Rio de Janeiro, com base nos hábitos e comportamentos que caracterizama maneira própria de ser do cidadão carioca. A publicação, um relato importantesobre a memória cultural do Rio de Janeiro, reúne depoimentos e registra aspectos da cidade e os valores de uma cultura muito peculiar, que ainda influencia o resto do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro livro (&lt;em&gt;Meu lar é um botequim&lt;/em&gt;) Eduardo Goldenberg rende homenagemaos botequins mais vagabundos (e irresistíveis) da Tijuca e de Vila Isabel, bairros da zona norte onde o autor nasceu e foi criado, respectivamente. Outras publicações pegaram carona no mesmo mote e estão 'pipocando' por aí. A própria prefeitura municipal, há alguns anos, patrocina a publicação de um guia sobre os melhores botecos do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O redator-que-vos-fala também não resiste a um bom pé sujo. E ao longo de três décadas de freqüência assídua (sobretudo antes do matrimônio), coleciona histórias saborosas para compartilhar com os amigos próximos e os amigos de ocasião. Uma delas foi contada recentemente, pelo próprio Moacyr Luz, durante um bate papo em Santa Tereza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor de &lt;em&gt;Saudades da Guanabara&lt;/em&gt; conta que, segundo a lenda, o cliente teria chegado a um bar, olhado a vitrine e escolhido o salgado a seu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero aquele quibe. - disse o cidadão, com ar um tanto autoritário.&lt;br /&gt;Sem perder a pose, o português por detrás do balcão respondeu prontamente:&lt;br /&gt;- Que quibe porra nenhuma!.&lt;br /&gt;Com um pano de prato pra lá de encardido, espantou as moscas da vitrine e retrucou:&lt;br /&gt;- Isso aqui é ovo cozido, vai querer ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fossemos fazer uso deste espaço para narrar histórias e anedotas de botequim, esse blog seria pequeno. Mas uma tendência estranhamente moderna é dignade nota: a idéia recorrente de os novos proprietários 'modernizarem' alguns dos mais tradicionais pés-sujos da cidade. A novidade, que começou pelos estabelecimentos mais famosos do centro e da zona sul, está se estendendo para botecos bem mais modestos, situados em bairros mais distantes. Pois fica aqui um protesto! Freqüentador de verdade não tolera botequim de grife. Esses bem limpinhos, metidos a besta que reúnem mauricinhos, patricinhas e pseudos-intelectuais de ocasião. Em geral, cobram um preço exorbitante e a comida não presta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de globalização, essa tendência chegou também à longínqua e aprazível Vila da Penha, Zona Norte do Rio. O próprio redator-que-vos-fala foi vítima. Após um dia exaustivo de trabalho (e qualquer trabalho é exaustivo), embarcou no ônibus da linha 350? Passeio-Irajá. Até chegar ao destino, a 28 Km dedistância, foi necessário ficar 1h30 esmagado entre mais de 120 passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ninguém é de ferro, antes de começar a segunda jornada de 'tarefas' no seu sacro santo lar, resolveu dar uma paradinha 'tudo muito rápido' no bar em frente ao ponto de ônibus. E eis que para minha surpresa um dos meus pés-sujos prediletos desapareceu. Como num passe de mágica, simplesmente virou pé limpo. Agora foi todo reformado, pintado, ganhou balcão de madeira, piso branco, mesas de granito etc e tal. No cardápio, hambúrguer, hot dog, açaí com granola. O banheiro está mais cheiroso do que o lá de casa... Enfim, ficou tudo uma grandessíssima merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empresário que financia um absurdo desta monta, na realidade não reconhece o verdadeiro papel social do seu negócio. E fica aqui a nota de desagravo. Salvem os últimos pés sujos remanescentes, que deveriam ser tombados como patrimônio cultural da cidade! A cantora Alcione, em uma de suas mais brilhantescomposições, faz um relato definitivo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mesa de bar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É lugar para tudo que é papo da vida rolar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do futebol, até a danada da tal da inflação&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É coração, fantasia e realidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É um ideal paraíso adonde nós fica a vontade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mesa de bar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É cerveja suada matando a pau o calor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vamos cantar aquela cantiga que fala da luta e do amorMas antes brindar em homenagemAqueles que já não vem mais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saúde pra gente, moçada, que a gente merece demais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em torno de um copo a gente inventa um mundo melhor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A dona birita levanta a moral de quem está na pior&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A água da mágoa se enxuga no pano daquela toalha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra acabar com a tristeza&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esse remédio não falha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na mesa de um bar todo mundo é sempre o maior&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Todo mundo derrama as tintas da sua alegria&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Copos batendo na festa da rapazeada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se bem que a gente não esquece que a barriga anda meio vazia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É que mesa de bar é onde se toma um porre de liberdade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Companheiros em pleno exercício de democracia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mesa de bar é onde se toma um porre de liberdade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E companheiros em pleno exercício de democracia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-2506906923840983908?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/2506906923840983908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=2506906923840983908' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2506906923840983908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2506906923840983908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/lar-doce-bar.html' title='Lar, doce bar'/><author><name>Charles Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17206812459824456174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-7156506263503262461</id><published>2008-08-09T09:19:00.008-03:00</published><updated>2008-08-09T14:38:29.321-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ieda de Oliveira'/><title type='text'>Dia das meias (ou melhor, dos Pais)</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ieda de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro das comemorações aos Dias dos Pais na época de menina, ainda na escola pública, época na qual os nossos pais eram sempre surpreendidos com um presente inusitado: um par de meias! Ehhh! Invariavelmente, a lembrancinha era grudada em alguma figura, cujo formato lembrasse uma bola, gravata ou sapato recortados em cartolina. Não havia outra coisa para dar de presente aos pais: eram meias, meias ou... meias! Todo ano! Mas justiça seja feita, ao menos as cores variavam. Ou eram beges, brancas (as minhas preferidas), pretas, listradas... As meias procriavam. Acho até que a minha mãe estocava pares e mais pares de meias. Pois, no ano seguinte, com toda certeza, a escola pediria às mamães para levarem um (novo) par para que o pimpolho pudesse 'surpreender' o papai no segundo domingo de agosto. Pior talvez fosse para os pais de filhos que estavam em creches e que recebiam alguma coisa não identificada feito à mão – chique, né! – e pintado de modo a provocar inveja a qualquer artista plástico vanguardista.&lt;br /&gt;E no grande dia, então, cabia aos queridos homenageados exibirem o seu melhor sorriso e deixarem aflorar todo o talento de ator para externar o ar de surpresa ao ser agraciado com (mais) um par de meias do filhão – no caso do ‘seu’ Evilásio, da filhona aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando garotinha, eu ficava cismada com as escolhas da escola no quesito lembrancinhas. Meias? De novo? Como meu pai, eu me surpreendia todo ano com esta escolha. Pô, achava a maior falta de criatividade presenteá-lo com (mais) um par de meias. Seria a minha mãe realmente cúmplice dessa tramóia escolar?? Não lembro de vê-la entregar par de meias algum à professorinha... Será que os homens não gostam de outra coisa? Será que não apreciariam receber algo diferente? – eu me questionava. Não era possível que um pai realmente amasse tanto receber (mais) um par de meias e, ainda assim, externassem aquela alegria e surpresa que sempre nos convencia ser de muita satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era realmente... satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não eram as meias de marcas desconhecidas ou – quando a escola raramente variava – o pente Flamengo ou o lenço Presidente que deixavam os nossos pais tão felizes. Era o carinho, somado à inocência dos seus filhos aos lhes presentearem com algo tão simples. Qualquer algo. Fossem meias, lenços, pedras pintadas ou mãozinhas coreografando um pôster. O que os faziam de fato felizes era ser pai e ver o brilho nos olhinhos dos filhos ao homenagear o cara mais importante da vida deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Ah, meu filho... não precisava!"&lt;/em&gt; E não precisava mesmo, acredite. "&lt;em&gt;Me basta o seu carinho, o seu amor e a sua presença...!&lt;/em&gt;" É verdade. É a mais pura verdade. A gente não acredita quando somos filhos. Mas quando nos tornamos pais, (re) descobrimos que os melhores presentes de um filho são os reais sentimentos demonstrados por eles. O orgulho de receber de volta os valores e o amor passados desde o nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas muitos anos me separam daquelas meias de marcas desconhecidas. Os presentes evoluíram e o meu ‘velho’ mais ainda como pai. Ainda lembro do dia em que ele chegou e me disse com a voz levemente embargada: "&lt;em&gt;Minha filha, a partir de hoje eu serei o seu pai e a sua mãe&lt;/em&gt;..." e me abraçou chorando. Foi a maneira que encontrou de me informar da partida de sua companheira de quatro décadas, há quase 17 anos. E até hoje, com saudáveis 82 anos de idade, dá conta dessa promessa! Mais presente do que nunca na vida dos três filhos. Como pai, superou as próprias expectativas. Está sempre repetindo para quem quer que seja que os filhos são o seu esteio. Mal sabe que ELE é o nosso esteio. Diante dele, ainda nos sentimos adolescentes dependentes da segurança e do apoio paterno. Acredito que ele ainda nos veja, literalmente, como crianças e não como 'coroas' na casa dos quarenta e cinqüenta e poucos anos. O 'velho' ainda segura as nossas mãos e nos recomenda atenção ao atravessar as ruas, fechar as portas e janelas ao se deitar e evitar estranhos que nos abordam. E toda noite, reza para a Nossa Senhora de Aparecida pelos pimpolhos das meias de sua eterna e extensa coleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Dia dos Pais a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Dia dos Pais, pai!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-7156506263503262461?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/7156506263503262461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=7156506263503262461' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/7156506263503262461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/7156506263503262461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/dia-das-meias-ou-melhor-dos-pais.html' title='Dia das meias (ou melhor, dos Pais)'/><author><name>Ieda Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08884584547801521983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1773/4216/320/ieda2a_2006.0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-5462268641510479849</id><published>2008-08-07T13:48:00.003-03:00</published><updated>2008-08-07T13:52:44.058-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Maria Chagas'/><title type='text'>Ô pai!</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ana Maria Chagas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Lá vem mais uma comemoração do Dia dos Pais e eu aqui com muita saudade do meu.&lt;br /&gt;Ô pai! Como gostaria de poder andar no seu carro novamente pelas ruas do Rio, com você ao volante, parar num sinal, vê-lo apertar o botão que aciona o “limpa- vidros” desregulado, fazendo a água espirrar como um chafariz na direção da vítima parada ao nosso lado com a janela do carro aberta, fingir não olhar e manter-nos sérios até estarmos bem longe para enfim soltar gargalhadas ao vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele adorava dirigir, mas por causa da idade, foi se tornando distraído ao volante se envolvendo ocasionalmente em pequenos acidentes que o aborreciam muito, mas nos divertiam muito mais. Uma vez, em meio ao trânsito próximo ao Norte Shopping, na Zona Norte do RJ, não freou a tempo e esbarrou de leve no pára-choque do carro que estava à sua frente. Talvez por se tratar de um zero quilômetro ou por imaturidade, o motorista saiu do automóvel, olhou para o pára-choque irado e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai ter que pagar! Eu sou advogado! Eu sou advogado!&lt;br /&gt;E meu pai com toda a calma que seus cabelos brancos lhe ensinaram respondeu:&lt;br /&gt;- Não tenho dinheiro pra te pagar não! Eu sou aposentado! Eu sou aposentado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de brincalhão, esse velhinho era também muito corajoso. Aos 70 anos de idade, lembro do assalto à mão armada que sofreu em 1999. Num gesto insano de defesa de seu patrimônio mais querido - um Passat 1975 – ele reagiu à ordem de entregar o automóvel para o sujeito armado sentado ao seu lado, acelerando ainda mais a velocidade e entrando na contra-mão da Avenida dos Democráticos, no bairro de Bonsucesso - RJ onde morava, lutando com o assaltante pela posse do volante até chegar ao final desta mesma avenida onde havia uma delegacia. E com uma perícia de causar inveja aos filmes de James Bond, subiu a calçada freando bruscamente, fazendo correr os policiais que ali estavam e o próprio assaltante que abandonou o carro às pressas sem olhar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esta overdose de adrenalina, para minha angústia, recebi seu telefonema contando a aventura da noite e de tão excitado, nem ouvia minhas súplicas pra que viesse dormir na minha casa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô pai! E se o ladrão voltar aí pai?, disse eu.&lt;br /&gt;- Por isso mesmo que tenho que ficar aqui, ué! Ele pode voltar!&lt;br /&gt;- Ô pai! Deixa de ser teimoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na manhã seguinte me visitou, aparentando medo. Parecia um menino que fez algo de muito errado. Ouviu minhas repreensões, fez cara de arrependido e depois me contou com todos os detalhes o que poderia ter sido mais uma tragédia daquelas que lemos quase que diariamente nos jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoem-me amigos leitores. Pensando em escrever algo interessante para vocês hoje, só conseguia pensar em como ando doída de saudade.&lt;br /&gt;Saudade do barrigão difícil de contornar com os braços, dos ombros de travesseiro, dos cabelos de neve e dos lindos olhos castanhos esverdeados que diziam mais do que qualquer palavra.&lt;br /&gt;Eram seus olhos que comunicavam seus sentimentos.&lt;br /&gt;Durante sua existência na Terra, presenciei neles alegrias, mágoas, preocupações e tristeza, mas não me recordo de vê-los com raiva de ninguém. Por mais zangado que estivesse por fora, os olhos mostravam que já havia perdoado por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que sabia que não adiantava querer convencer a menina rebelde e metida à sabe-tudo que fui (fui?) com palavras, então simplesmente ficava olhando – divertido ou preocupado - meu descontrole emocional (e hormonal!) periódico de adolescente.&lt;br /&gt;Acredito na vida após a morte e que um dia iremos nos reencontrar, mas isso não evita que eu sofra pelas coisas não ditas. Ah! As coisas que eu não te disse. Já são mais de três anos que relaciono todos os assuntos e sentimentos que deveria ter compartilhado e as diversas formas de declarar amor que deveria ter expressado melhor a você enquanto presente fisicamente. Será que consegue mesmo sentir isso tudo onde está agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito dolorido vê-lo partir, porém hoje acredito que, por seu espírito ter continuado muito jovem e repleto de energia, já não cabia mais naquele corpo físico tão envelhecido. Foi preciso então despi-lo, assim como despimos as roupas que já não precisamos mais, e assumir um novo corpo mais forte: o corpo espiritual e eterno por meio do qual continuamos nossa jornada de evolução e trabalho junto ao Grande Arquiteto do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô pai! Se pode mesmo me ouvir, saiba que te amarei pra sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-5462268641510479849?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/5462268641510479849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=5462268641510479849' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5462268641510479849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5462268641510479849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/pai.html' title='Ô pai!'/><author><name>Cafezinho com Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12932184846552612600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-5144362413441595389</id><published>2008-08-04T12:24:00.008-03:00</published><updated>2008-08-06T20:04:21.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ieda de Oliveira'/><title type='text'>Saudades do Betinho</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ieda de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha dez anos de idade, a nossa escola levou os alunos para conhecer o Regimento de Polícia Montada da PM, em Campo Grande, subúrbio do Rio de Janeiro. Foi o acontecimento: passeio de ônibus, bagunça... E o mais importante: ficar sem aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um militar nos acompanhou pelos quatro cantos, explicando tudo o que víamos.&lt;br /&gt;Depois de falar sobre a história do Regimento, raças de cavalo, patentes, ordem e progresso, o martírio de três horas chegou ao final com uma surpresa para a molecada: um brinquedo e um livrinho infantil!&lt;br /&gt;Obviamente o brinquedo dos meninos foi uma bola colorida. E o das meninas, claro!, uma... um boneco? “Ei... eu recebi um boneco!”, retruquei. As sacolas para as meninas tinham sido distribuídas fechadas. Portanto, não dava para ver o que havia dentro: boneca ou boneco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gostei nada, nada. Fiz de tudo para trocar o tal boneco. Em vão. Ninguém queria trocar uma bonequinha linda, toda rosinha e de lacinho na cabeça por um boneco que segurava uma bolinha de futebol. E já tinha até menina batizando a boneca de Rita de Cássia – o equivalente a Maria Eduarda hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frustrada, levei o meu bonequinho de borracha (de pijama e bonezinho azuis) para casa e dei o nome de Betinho.&lt;br /&gt;Betinho morou em todos os cantos do meu quarto. Perto da janela, perto dos livros, dentro de gavetas. Sumia por uns tempos e ressurgia num cantinho qualquer.&lt;br /&gt;O tempo foi passando e, naturalmente, fui me desfazendo dos meus brinquedos. Mas nunca desfiz do Betinho, que me viu crescer, me tornar adolescente, dançar aquela música barulhenta na frente do espelho, chorar pelo primeiro amor, estudar para o vestibular e festejar o primeiro emprego. Foi um companheiro silencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha dezenove anos, a nossa família cresceu: nasceu a minha primeira sobrinha. A minha irmã e o marido trabalhavam e deixavam o bebê lá em casa para a minha mãe tomar conta. Nessa época, eu já trabalhava e estudava à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algum tempo, dei por falta do Betinho. Ele não estava no seu lugar de costume (que por me aturar durante anos, enfim havia conquistado um lugar fixo e de honra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, o bonequinho Betinho... Tá com a Alessandra.&lt;br /&gt;- O queee?!&lt;br /&gt;- Só assim ela pára de chorar e me dá descanso.&lt;br /&gt;- Caramba, mãe... Dar biscoito para ela não resolve mais não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por eu não ser mais criança, a minha mãe não via sentido, depois de velha, em manter brinquedos e, portanto, não via problema em dar o tal boneco para distrair a neta. E , por outro lado, eu não tinha coragem de dizer que estava com ciúmes do (meu) brinquedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver o Betinho sendo sacudido e jogado para lá e para cá me doía mortalmente o coração. Era como ver a aflição daquele gatinho nas mãos da Felícia ou do cowboy Wood sendo estraçalhado pelo cachorro do vizinho! Mas a minha mãe me garantia que ela brincaria direitinho. É... mas certa vez a vi mordendo sem piedade o pompom do boné do Betinho! Eu quase sofri um infarto. Tive vontade de tomá-lo das mãos dela; resgatá-lo daqueles dentinhos afiados antes que fosse tarde. E foi o que eu fiz: para evitar o berreiro, a subornei com dois biscoitos Maria da Piraquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha vinte e cinco anos, já ocupada demais, vi o (meu) Betinho enfeitando o quarto da Alessandra. Minha irmã me revelou que a filha era simplesmente apaixonada pelo bonequinho!&lt;br /&gt;Matutei, matutei... Mas tirar brinquedo de uma menina de seis anos seria mais difícil... Ela não seria mais facilmente 'comprada' com um biscoito de novo.... Talvez um Trakinas...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos seguintes, o Betinho morou em todos os cantos do quarto dela. Perto da janela, perto dos livros, dentro de gavetas. Sumia por uns tempos e ressurgia num cantinho qualquer. O tempo foi passando e, naturalmente, a Alesssandra foi se desfazendo de seus brinquedos, mas nunca se desfez do Betinho. Betinho a viu crescer, se tornar adolescente, dançar aquela música barulhenta na frente do espelho, chorar pelo primeiro amor, estudar para o vestibular e se formar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo domingo, Dia dos Pais, a Alessandra completa vinte e cinco anos de idade. Ocupada demais. Mas até hoje o Betinho tem o seu lugar de honra aonde quer que ela esteja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há uma disputa velada quanto à posse do Betinho. Ela sabe que ele é meu por direito. E eu sei que ele é dela por herança. Ainda tenho ciúmes dele. Embora eu não veja dessa forma, temo parecer demasiadamente infantil e, portanto, evito discutir ‘os direitos’ sobre o Betinho em família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua crônica sobre mulheres que ainda mantém os seus bichos de pelúcia, a escritora Martha Medeiros cita um comentário do professor de filosofia Amílcar Bernardi: “o bicho de pelúcia (no caso, o Betinho) é a ligação da mulher com sua inocência perdida. O bicho de pelúcia é a materialização da sua feminilidade em um mundo onde ela foi obrigada a rugir para se dar bem. O bicho de pelúcia é a sua virgindade preservada, seu lado Sandy, a sua síndrome de Peter Pan: o espelho do quarto diz que ela está envelhecendo, enquanto que os bichinhos de pelúcia em cima da cama dizem não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez somente agora, ao ler o comentário, eu compreenda melhor a razão pela qual, de vez em quando, preciso ver o Betinho ou ter notícias dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me reencontra, ele vê passar toda a minha história diante dos seus olhos. Quando o reencontro, vejo passar aquela menina de dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... ainda estou por aqui, Betinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorri para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-5144362413441595389?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/5144362413441595389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=5144362413441595389' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5144362413441595389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5144362413441595389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/saudades-do-betinho.html' title='Saudades do Betinho'/><author><name>Ieda Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08884584547801521983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1773/4216/320/ieda2a_2006.0.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-2250157264468499477</id><published>2008-08-01T20:44:00.001-03:00</published><updated>2008-08-06T20:07:37.350-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Nascimento'/><title type='text'>Desculpa qualquer coisa!</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Charles Nascimento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, &lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;strong&gt;Cafezinho com Letras&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; recebeu a visita de José Sérgio Rocha, que ainda fez a gentileza de publicar no blog uma mensagem. Para quem ainda não teve o prazer de conhecê-lo, trata-se de um jornalista jurássico (às vésperas de celebrar o sexagenário) que, entre idas e vindas, trabalhou nos principais veículos de comunicação do país - Jornal do Brasil, O Globo e Diário de Notícias. Foi correspondente nas agências EFE e Latin Reutters, autor da biografia de Roberto Silveira (o pai) e outros tantos livros como &lt;em&gt;gost writer&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O redator-que-vos-fala teve a honra de trabalhar com o ‘mais ilustre morador de Niterói’ por quase três anos. Na época, ele havia sido convidado para coordenar uma equipe de seis redatores. Sua importância para o setor pode ser resumida por meio de uma metáfora futebolística, ultimamente muito em voga: “o cara conhece os atalhos do campo entre um simples fato e a notícia”. E seus textos são elaborados com rara maestria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no primeiro encontro, Zé fez uma advertência ao redator-que-vos-fala: “Esqueça tudo que você aprendeu na faculdade. Vou te ensinar a escrever”. Desistiu antes de cumprir a promessa e saiu à cata de novos desafios – mais fáceis, evidentemente. Porém, o fracasso na tentativa de alfabetizar este redator não traz nenhuma mancha ao seu currículo. E nem causou alguma mágoa. Ao menos não, por parte deste redator. Absolutamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, o redator-que-vos-fala aprendeu que, via de regra, as grandes empresas comunicação têm em suas &lt;em&gt;staffs&lt;/em&gt; quatro perfis diferenciados de jornalistas: os que apuram bem e escrevem mal; outros exatamente ao oposto, que apuram mal, mas escrevem razoavelmente bem. (&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;: Quando orientados corretamente pela chefia imediata, ambos se completam e acabam por desenvolver uma rotina de trabalho aceitável. Passam a vida transitando pelas redações até que encontram um par perfeito, descobrem que nasceram um para o outro e se acomodam até o fim do ciclo&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do terceiro time de jornalistas comungam os camaradas que costumam ser apelidados de ‘grande figura humana’. Em geral, não sabem apurar, muito menos escrever. Mas estão sempre dispostos a pegar um cafezinho, verificar a grafia correta de um determinado nome estrangeiro, fazer uma pesquisa um pouco mais chata na Internet. Após a labuta, também estão sempre a postos para o tradicional choppinho de fim de noite. Em geral, têm vida longa ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho Zé faz parte do seletíssimo quarto grupo, que apura as notícias e as transfere para o papel com a mesma maestria. A esmagadora maioria dos que têm perfil com tais características está ocupando função no primeiríssimo escalão da imprensa nacional. Zé é uma das raras exceções. Continua ‘pobre, pobre, pobre/De marré de si’, a exemplo deste redator (cujo talento passa ao largo). Mas aí, no caso dele, vale um adendo: o pavio do cara tem menos de um milímetro, é curtíssimo! E só isso explica sua ausência no rol dos novos emergentes ‘enricados’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse blá-blá-blá todo veio à mente do redator-que-vos-fala porque em sua mensagem o Zé Sérgio solicitou histórias sobre pobreza, especialidade da casa – não as narrativas, mas a pobreza em si. Lembrei logo dele, não sei o porquê. E já que vocês perderam tempo suficiente para chegar até aqui, não custa (quase) nada ler os próximos quatro parágrafos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na justa hora em que os Correios decretaram o fim de uma paralisação nacional, a Caixa Econômica Federal anunciava o pagamento do terceiro maior prêmio da história, uma bagatela superior a R$ 50 milhões. Também graças ao fim da greve, os carnês de crediário, taxas, impostos e cartas de cobranças estão chegando à residência do redator-que-vos-fala às pencas – antes, ao menos, era feita em doses homeopáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da papelada a pagar, as cifras distribuídas pela Caixa mexem com o imaginário popular de qualquer cidadão: carrões, viagens, mansões, mulheres bonitas, ócio remunerado e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o redator-que-vos-fala é bem mais humilde. Fosse ele o felizardo a receber a mecharia, logo no dia seguinte compraria apenas uma TV 14 polegadas – não precisava nem ser de tela plana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: a compra seria feita em 48 parcelas numa grande rede de departamentos. O redator-que-vos-fala pagaria a primeira prestação no ato e jogaria o carnê na lata do lixo, para ter a mais absoluta certeza que não o encontraria nunca mais. Pronto! Daí a dois ou três meses o nome do mais novo devedor-milionário do país seria inserido no temido Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o redator-que-vos-fala nunca mais ia sequer cogitar a idéia de comprar nada financiado, o nome sujo não lhe traria grandes inconvenientes. De quebra, iria manter a quilômetros de distância aquela pobralhada oportunista que passa a vida precisando de fiador ou do seu nome emprestado para ‘tirar’ um produto aqui ou ali&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre não compra nada, ‘tira’. Mas esse também é tema de outro texto. Obrigado pela visita galera! E desculpa qualquer coisa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-2250157264468499477?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/2250157264468499477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=2250157264468499477' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2250157264468499477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2250157264468499477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/08/desculpa-qualquer-coisa.html' title='Desculpa qualquer coisa!'/><author><name>Charles Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17206812459824456174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-2988768029908765209</id><published>2008-07-29T21:58:00.005-03:00</published><updated>2008-08-06T20:06:11.783-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Maria Chagas'/><title type='text'>Você pensa demais...</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Ana Chagas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/SI_AagZ78KI/AAAAAAAAAEw/RvJNVtbDVH0/s1600-h/Templo+Zu+Lai.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Você pensa demais!", diz a amiga.&lt;br /&gt;"O filho tá crescido."&lt;br /&gt;"O marido tá bem servido."&lt;br /&gt;"O emprego tá garantido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você pensa demais!", diz a irmã.&lt;br /&gt;"O pai melhora a cada manhã."&lt;br /&gt;"A mãe fez torta de maçã."&lt;br /&gt;"O importante é ter toda a família sã."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você pensa demais!", diz o filho.&lt;br /&gt;"Tirar notas baixas, é normal."&lt;br /&gt;"Vem escutar esse som LOUD!&lt;br /&gt;"Caraca, mãe! É na moral!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você pensa demais!", diz o tempo.&lt;br /&gt;”Não espero mais teu sorriso.”&lt;br /&gt;"Envelheço teus traços e aviso:&lt;br /&gt;"Vê se perde um pouco de juízo!"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-2988768029908765209?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/2988768029908765209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=2988768029908765209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2988768029908765209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2988768029908765209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/07/vc-pensa-demais.html' title='Você pensa demais...'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-2118507246334199177</id><published>2008-07-25T17:42:00.001-03:00</published><updated>2008-08-06T20:07:44.035-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Nascimento'/><title type='text'>Discutindo a relação...</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Charles Nascimento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O redator-que-vos-fala é filho único, foi o primeiro neto, primeiro sobrinho, primeiro afilhado, primeiro quase tudo. Tinha boas chances de virar um belíssimo boiolão, segundo crença do imaginário popular. Contrariando sua vocação natural, cresceu heterossexual – um tanto por opção, outro tanto por influência dos mais velhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, porém, descobriu que a convivência com o sexo oposto nem sempre é tarefa das mais fáceis. O casamento, na avaliação do redator-que-vos-fala, é resultado da obsessiva compunção do ser humano em contrariar as forças divinas. Se fossemos criados para viver aos pares, seríamos concebidos de dois em dois. E pronto! Assim como não temos asas – portanto não deveríamos nos atrever a voar – não são prudentes as relações estáveis com o sexo oposto. Simples assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema na esmagadora maioria das vezes deriva do DNA feminino, devido à uma estranha tendência de complicar a vida combinada com uma leve pitada de complexo de inferioridade. Caros amigos do sexo masculino, que insistem ritos do matrimônio, vejam se reconhecem os diálogos abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em casa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;– Você acha que eu estou bem com essa roupa?&lt;br /&gt;– Está ótima!&lt;br /&gt;– Fala a verdade?&lt;br /&gt;– Estou falando...&lt;br /&gt;– Vou trocar?&lt;br /&gt;– Por que?&lt;br /&gt;– Está muito apertada.&lt;br /&gt;– Então por que você vestiu?&lt;br /&gt;– Por que cabia perfeitamente em mim. Não sei o que ouve? Você acha que eu engordei?&lt;br /&gt;– Não sei, talvez.&lt;br /&gt;– Pode ir sozinho. Não vou mais a porcaria de festa nenhuma?&lt;br /&gt;– Mas o que ouve?&lt;br /&gt;– Você disse que eu estou gorda. Está ironizando.&lt;br /&gt;– Mas eu não disse nada disso...&lt;br /&gt;– Não disse, mas pensou. É muito pior. Você quer que eu vá só para me humilhar na frente daquelas suas amigas galinhas. Fica lá com as suas queridinhas magrinhas. Cuidado porque você vai me trocar elas te colocam um par de chifres na primeira oportunidade.&lt;br /&gt;– Tudo bem! Se você não quer ir, então não vamos mais.&lt;br /&gt;– Por que você não quer que eu vá? Tem alguma coisa lá que eu não possa ver? Para mim chega! Me leva para casa da minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No carro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Em que você está pensando?&lt;br /&gt;– Em nada.&lt;br /&gt;– O que está acontecendo?&lt;br /&gt;– Já disse: nada.&lt;br /&gt;– Acho melhor a gente dar um tempo.&lt;br /&gt;– Tudo bem.&lt;br /&gt;– Eu sabia. Você quer terminar comigo. Já tem outra. Quem é a vagabunda?&lt;br /&gt;– Não disse nada. Foi você que pediu um tempo.&lt;br /&gt;– Pára de correr com essa merda desse carro. Ficou nervoso porque eu descobri suas sacanagens?&lt;br /&gt;– Que sacanagens? Estou exatamente na mesma velocidade. Não estou correndo.&lt;br /&gt;– Por isso que você queria que eu fosse para casa da minha mãe, para ficar na putaria? Vou voltar para a minha casa. Não te darei esse gostinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No quarto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você já está dormindo?&lt;br /&gt;– Estava. São 3 horas da manhã.&lt;br /&gt;– A gente precisa conversar sério.&lt;br /&gt;– Pode ser de manhã?&lt;br /&gt;– Não!&lt;br /&gt;– Temos que discutir a nossa relação. Você hoje me chamou de gorda. Não quis me levar para festa. Tem vergonha de mim. Me despachou para casa da minha mãe como se eu fosse um objeto só para ficar com aquelas vagabundas. Você acha que está certo? Por que não me contou que tem outra? Pode falar a verdade, prefiro ouvir da sua boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lembrem-se: esta obra é um trabalho de pura ficção. Qualquer semelhança com o dia-a-dia é mera coincidência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-2118507246334199177?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/2118507246334199177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=2118507246334199177' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2118507246334199177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/2118507246334199177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/07/discutindo-relao.html' title='Discutindo a relação...'/><author><name>Charles Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17206812459824456174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-8480754824640695366</id><published>2008-07-19T12:03:00.006-03:00</published><updated>2008-08-06T20:07:49.364-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Nascimento'/><title type='text'>Nem só de bunda vive o homem...</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Charles Nascimento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O redator-que-vos-fala é o único representante do sexo masculino a colaborar com esse &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;. Por ser minoria, tem que tomar certas precauções ao abordar questões de gênero nesse espaço. Mesmo correndo o risco da execração pública, porém, tomou coragem para escrever sobre um tema bastante em voga em tempos modernos: a importância da bunda no cotidiano brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto traz uma opinião que talvez desperte a ira das duas colegas e também idealizadoras do &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; - Ana Maria Chagas e Ieda Oliveira. Mas o redator-que-vos-fala resolveu publicá-lo no intuito de ajudar a derrubar um velho mito: a bunda da mulher brasileira não é mais bonita (ou melhor) do que as similares internacionais. É simplesmente mais exibida. Está mais à mostra do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O redator-que-vos-fala se deu o trabalho de folhear algumas publicações nacionais (jornais e revistas) e assistiu a programas populares de TV. Embora sem base científica, a breve pesquisa revelou um espaço considerável reservado a matérias direta ou indiretamente ligadas ao tema: Mulher Moranguinho, Mulher Jaca, Mulher Melão, Mulher Melancia, a ex-BBB e por aí vai.... Com auxílio da internet, comparou rapidamente com a cobertura feita por publicações similares de outros países - tablóides sensacionalistas da Inglaterra e dos Estados Unidos, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Antes de prosseguir com essa explanação, o redator-que-vos-fala abre um parêntese para esclarecer que nada tem contra essa verdadeira salada de fruta de glúteos – ele até gosta. Não é boiola, antes que digam! Mas, a verdade o tributo nacional às nádegas não tem precedentes na história mundial.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o almoço, na última sexta-feira, Ana Maria divulgou uma informação interessante: uma das principais ruas do Centro do Rio de Janeiro literalmente parou porque uma dessas celebridades instantâneas da vez estava ... acreditem!Fazendo o cabelo em um salão da região. Marmanjos, feito feras no cio, fotografavam e procuraram uma pequena fresta na porta para ver detalhes do corpo escultural – devidamente siliconado, evidente! Mas como não existe no mundo nada tão ruim que não possa piorar, o redator-que-vos-fala deparou com a notícia em dois dos mais respeitados matutinos cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O saudoso Sargentelli (1924 a 2002) foi um dos primeiros a levar para os veículos de comunicação os ‘atributos físicos’ da mulher brasileira. E abordava a questão da sensualidade com extrema sutileza, se comparado com as estratégias de apelo sexual hoje em prática. Radialista e apresentador de televisão, no período da ditadura militar foi proibido pela censura de apresentar seus polêmicos programas de entrevistas (&lt;em&gt;O preto no branco&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Advogado do Diabo&lt;/em&gt;). A partir daí mergulhou de cabeça universo do samba, em 1969, época em que abriu sua primeira casa de espetáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O redator-que-vos-fala lembra de uma das últimas entrevistas do "mulatólogo", como ele próprio se autodefinia. Na ocasião, Sargentelli já demonstrava certa dose de cansaço com relação ao festival de bobagem que assolam o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre um antigo desejo de resgatar a história da música brasileira, ele respondeu ao entrevistador passou por um árduo trabalho para captar patrocínio. Depois, levou a proposta a um grande jornal. Superada outra via-crúcis, teve que modelar a questão logística (distribuição, modelagem dos fascículos etc). Por fim, chegou o momento de discutir o projeto editorial propriamente dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sargentelli agendou reunião com toda a &lt;em&gt;staff&lt;/em&gt; da redação e explicou detalhe por detalhe, exaustivamente. Manifestou ainda o interesse de começar a série de reportagem pela obra de Noel Rosa, no que a jovem e simpática jornalista incumbida da reportagem respondeu de bate pronto: “Ótima idéia, onde é que ele mora?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho?&lt;br /&gt;Ele decidiu jogar uma pá de cal sobre a idéia.&lt;br /&gt;Agora, se estiver assistindo a esse festival de bundas e peitos siliconados, deve estar se contorcendo no túmulo. Sua ousadia era fichinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-8480754824640695366?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/8480754824640695366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=8480754824640695366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8480754824640695366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/8480754824640695366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/07/nem-s-de-bunda-vive-o-homem.html' title='Nem só de bunda vive o homem...'/><author><name>Charles Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17206812459824456174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-7761303040836169398</id><published>2008-07-14T00:10:00.008-03:00</published><updated>2008-08-06T20:06:20.490-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Maria Chagas'/><title type='text'>É da natureza humana</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ana Chagas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/SHrFCSGeKRI/AAAAAAAAAEU/Tx1uwieqWv8/s1600-h/na-natureza-selvagem02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222703360898902290" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/SHrFCSGeKRI/AAAAAAAAAEU/Tx1uwieqWv8/s200/na-natureza-selvagem02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando a gente fica cansado de tudo e de todos e sente vontade de ir pra bem longe?&lt;br /&gt;Quantas vezes já não arrumamos nossa malinha, mesmo que só na imaginação, pensando em fugir de todas as regras que nos são impostas por toda nossa vida? Primeiro os pais, depois a escola, e ainda a religião, a moda, a carreira...ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense bem. De todas as realizações as quais se dedicou desde a infância, quantas delas foram conquistadas por sua própria vontade e quantas conquistou para atender às expectativas dos outros?&lt;br /&gt;O quanto somos realmente livres para deixar tudo pra trás e viver sem obedecer a padronização de felicidade imposta pela sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então?.. Já sentiu aquela vontade enorme de chutar o balde, largar tudo e ir pro Alasca?&lt;br /&gt;Pois neste fim de semana conheci a história do jovem Christopher McCandless, cidadão americano nascido em Virgínia, EUA, que fez exatamente isso. Cortou laços com a família, doou 24 mil dólares para caridade e partiu numa aventura viajando sozinho como andarilho até o Alasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme &lt;em&gt;Na Natureza Selvagem&lt;/em&gt;, baseado no livro &lt;em&gt;Into the Wild&lt;/em&gt; de Jon Krakauer (1996) conta os detalhes desta jornada onde Christopher, após alterar seu nome para Alexander Supertramp, percorre os EUA, carregando poucos objetos em uma mochila, em busca de comunhão com a natureza. E nesta busca, ele se tomou de um amor tão grande pela vida que foi capaz de distribuí-lo por todos os novos amigos que conheceu pelo caminho e depois se isolar, sem nenhuma crise de solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, a disposição do jovem Christopher, tão bem interpretado pelo ator Emile Hirsch (&lt;em&gt;Speed Racer&lt;/em&gt;), em seguir seus planos de abandono de uma vida de aparência estável, desperta em nós os sentimentos próprios dos “enquadrados” e pensamos em como ele pôde ser tão egoísta e ter a ousadia de abandonar uma vida tão confortável, tão bem planejada pelos pais, tendo tanto futuro pela frente. Mas ao longo de sua história, vamos deixando cair nossas resistências junto com os poucos bens que ele vai deixando pelo caminho e nos envolvendo com as lindas imagens da natureza repleta de liberdade , sendo embalados pelo som da bela voz de Eddie Vedder (da banda Pearl Jam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou julgá-lo pela tristeza e preocupação que causou à família, nessa ânsia de fugir de regras e convenções. Muitos de nós precisamos ficar sozinhos de vez em quando seja pra nos conhecer melhor ou pra sentir falta justamente daqueles de que tentamos nos manter afastados.&lt;br /&gt;O ser humano é complexo. Conviver é complexo. Amar é complexo. Liberdade é complexa. Tentar escrever todas as emoções que senti assistindo ao filme é ainda mais complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo a dica e espero que possam comentar comigo depois como se sentiram diante deste jovem que viveu em tão pouco tempo muito mais do que muitos viveram em mais de 80 anos de idade.&lt;br /&gt;E se o final lhe parecer triste, faça como eu. Assista mais de uma vez .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-7761303040836169398?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/7761303040836169398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=7761303040836169398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/7761303040836169398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/7761303040836169398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/07/da-natureza-humana.html' title='É da natureza humana'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/SHrFCSGeKRI/AAAAAAAAAEU/Tx1uwieqWv8/s72-c/na-natureza-selvagem02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-4642332673826395250</id><published>2008-07-12T16:04:00.005-03:00</published><updated>2008-08-06T20:04:42.804-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ieda de Oliveira'/><title type='text'>No café da manhã...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SHkAczVPENI/AAAAAAAAAB4/n4BK_bWPKhA/s1600-h/nosnapadaria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222205737728413906" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SHkAczVPENI/AAAAAAAAAB4/n4BK_bWPKhA/s320/nosnapadaria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, reunidos na (famosa) padaria.&lt;br /&gt;Charles, uma amiga nossa, Simone, Ieda e Ana saboreando o cafezinho da manhã e aproveitando para colocar o papo em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foto custou a sair. Nunca estávamos ‘completos’ à mesa: ou faltava o Charles ou faltava a Ana ou faltavam todos! E quando estavam todos... alguém esquecia a bendita da câmera em casa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-4642332673826395250?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/4642332673826395250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=4642332673826395250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/4642332673826395250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/4642332673826395250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/07/no-caf-da-manh-naquela-padaria.html' title='No café da manhã...'/><author><name>Cafezinho com Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12932184846552612600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SHkAczVPENI/AAAAAAAAAB4/n4BK_bWPKhA/s72-c/nosnapadaria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-1070895676724570524</id><published>2008-07-12T15:07:00.005-03:00</published><updated>2008-08-06T20:18:09.094-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ieda de Oliveira'/><title type='text'>Você sabia que...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SHj311OOdZI/AAAAAAAAABw/S_15GJmX75Q/s1600-h/murasaki.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222196272127964562" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SHj311OOdZI/AAAAAAAAABw/S_15GJmX75Q/s320/murasaki.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...uma mulher foi a autora do primeiro romance literário? Murasaki Shibiku, uma japonesa da classe nobre, escreveu no ano 1007 um livro chamado "A história de Genji", contando a história de um príncipe em busca amor e sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Murasaki Shibiku&lt;/strong&gt; foi a autora do primeiro romance literário de todos os tempos. Murasaki Shibiku, cujo o verdadeiro nome se desconhece, nasceu por volta de 978 em Quioto, de família aristocrática. Os poucos dados sobre sua vida acham-se no diário que manteve de 1007 a 1010, um vívido retrato da vida cortesã. É provável que tenha escrito &lt;em&gt;Genji monogatari&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;História de Genji&lt;/em&gt;) entre o ano 1001, quando morreu seu marido, e 1005, quando ingressou no serviço da imperatriz Joto Monin. A tradução de &lt;em&gt;Genji monogatari&lt;/em&gt; em 1935 por Arthur Waley é um clássico da literatura inglesa. O diário integra a coletânea &lt;em&gt;Diaries of Court Ladies of Old Japan&lt;/em&gt; (1935; &lt;em&gt;Diários de damas da corte do Japão antigo&lt;/em&gt;). Murasaki Shikibu morreu em Quioto, por volta de 1014.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-1070895676724570524?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/1070895676724570524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=1070895676724570524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/1070895676724570524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/1070895676724570524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/07/voc-sabia-que.html' title='Você sabia que...'/><author><name>Cafezinho com Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12932184846552612600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SHj311OOdZI/AAAAAAAAABw/S_15GJmX75Q/s72-c/murasaki.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-7836543533878291551</id><published>2008-07-12T11:30:00.005-03:00</published><updated>2008-08-06T20:07:57.225-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Nascimento'/><title type='text'>Saudades</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Charles Nascimento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, em dezembro, completará quatro anos que a mãe do escritor-que-vos-fala morreu. Foi um adeus prematuro. Perdeu a luta contra a diabetes aos 58 anos de idade. De herança, além dos princípios éticos e o incessante gosto pela leitura, deixou seu belíssimo acervo literário. Nem tanto pela quantidade, mas pelo conjunto da obra. Em geral, os grandes clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fruto de uma geração que se orgulhava de pertencer ao ensino público, ela foi aprovada em três concursos federais – optou pelo sistema Telebrás. Foi ela também quem alfabetizou o escritor-que-vos-fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias, enquanto velhas fotografias amareladas eram remexidas, a imagem da dona Celina ganhou contornos mais nítidos. E veio à lembrança desse redator aquele velho apreço dela pelas letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma prática muito salutar nos anos 50 e 60, ela contava, eram os cadernos de versos das adolescentes. Segundo a tradição da época, ao final do ano letivo as alunas deixavam mensagens carinhosas umas às outras, ensaiando os primeiros passos no ambiente literário. Ceiça, como era conhecida entre os mais próximos, sempre citava o tal caderno capa dura, que o escritor-que-vos-fala viu apenas duas ou três vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com as lembranças do caderno vieram à tona histórias saborosas sobre a Era do Rádio, dos grandes atores do cinema &lt;em&gt;hollywoodiano&lt;/em&gt;, as damas brasileiras do teatro, dos concursos de Miss, as sugestões de livros lidos por ela no passado. Enfim, recortes de período que antecedeu o advento da TV – inaugurada no Brasil em 1950, mas restrita às camadas mais abastadas da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do pouco contato com o tal caderno de versos, escritor-que-vos-fala lembra bem que lá estavam reunidos uns 50 textos. Alguns deles, verdadeiras preciosidades em verso e prosa. Com o devido pedido de desculpa à autora, pois seu nome não ficou registrado da memória, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Cafezinho com letras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; transcreve a primeira estrofe dessa obra-prima do bom humor. Alguns trechos provavelmente jamais sairão da cabeça do escritor-que-vos-fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tirei zero em matemática&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Passei raspando em Latim&lt;br /&gt;Jamais gostei de gramática nem ela gosta de mim&lt;br /&gt;Quase tropeço em canto&lt;br /&gt;Português que não tem vez&lt;br /&gt;E vou dizer pra ser franca&lt;br /&gt;Fui reprovada em Inglês&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Embora de simplicidade exemplar (e brilhante!, diga-se de passagem), um breve passeio entre aquelas singelas mensagens de fim de ano escritas há meio século e os cadernos atuais mostra o quão empobreceu a cultura brasileira nesse curto intervalo histórico. Além de criativa, a autora do texto acima, que elaborou uma personagem avessa aos estudos, relatou um currículo escolar com matérias como Francês, Latim, Canto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a decisão de retirar o latim da grade escolar, aliás, dona Celina jamais viria a se conformar. Entre outros argumentos, dizia não compreender como é possível aprender Português sem os conceitos ao menos básicos da língua mãe. O próprio escritor-que-vos-fala, fruto uma geração mais recente, já foi vítima do empobrecimento da grade curricular nas escolas. E não raras vezes, teve que ir correndo pedir abrigo no colo da mamãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa é uma outra história, que pode ser abordada em próximas oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual geração já tem muito para contar aos filhos futuramente. Em pauta: os destaques do Big Brother, a poesia reveladas nas letras do Funk, a bunda da mulher melancia e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como diria o saudoso Raul Seixas, “parem esse mundo que eu quero descer”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-7836543533878291551?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/7836543533878291551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=7836543533878291551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/7836543533878291551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/7836543533878291551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/07/saudades.html' title='Saudades'/><author><name>Charles Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17206812459824456174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-7566047978041690845</id><published>2008-07-11T18:15:00.003-03:00</published><updated>2008-08-09T23:07:57.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Maria Chagas'/><title type='text'>Os livros, sempre eles</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ana Maria Chagas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece sabe que tenho paixão por livros.&lt;br /&gt;Só não cultivo uma grande biblioteca por falta de espaço.&lt;br /&gt;Na última mudança tive que me desfazer de muitos livros e, apesar de saber que foram parar em boas mãos, a despedida foi dolorosa demais. Mas é como um vício. Substitui os antigos por novos e meu marido costuma dizer que temos mais livros que poeira, porque sempre encontra um em cada canto.&lt;br /&gt;Para organizar, comprei uma estante linda, com portas de vidro e fechadura. Mas não adiantou. Foi só deixar um dia destrancado e saíram de lá pra decorar toda a casa novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, sou fã de livrarias.&lt;br /&gt;Pra quem trabalha no centro das grandes cidades, tem algo mais relaxante do que, depois do almoço, entrar numa livraria e ler pequenos trechos de emoção, ciência, filosofia, romance, ficção e tudo mais que nos faça fugir um pouco do stress, enquanto saboreia um gostoso café?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Centro do Rio de Janeiro, a que acho mais acolhedora é a Livraria da Travessa.&lt;br /&gt;Faço visitas constantes desde 1998, quando ainda no número onze da Travessa do Ouvidor, e haviam sinos presos ao portal anunciando a entrada dos clientes que cruzavam a porta de vidro emoldurada em madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando iniciou a modernização, cerca de oito anos atrás, recordo que temi perder este meu refúgio. Mas a decoração continuou acolhedora: paredes revestidas de estantes de cor escura e bancadas dividindo o espaço formando corredores onde circulamos por muitos livros empilhados.&lt;br /&gt;Foram essas bancadas que mais me chamaram a atenção. Em cada uma delas um assunto; em cada pilha de livros, um autor. E nesse redemoinho de cultura, confesso que tenho dificuldade de encontrar sozinha o título que busco, mas aí é que está o charme dessa livraria! Por muitas vezes, não encontrei, mas fui “encontrada” por um enredo maravilhoso, uma poesia ou filosofia em livros que talvez não fossem parar nas minhas mãos de outro modo.&lt;br /&gt;Freqüentando quase que diariamente, fui acompanhando as mudanças que só trouxeram melhoria. Pulou para a loja ao lado, anexou uma papelaria e um café, inseriu mais títulos de cds e dvds e nos brindou com um som ambiente tão confortador que estimula uma boa conversa ou a boa companhia do livro escolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a intenção foi acompanhar as tendências do mercado ou se tornar mais competitiva, não sei. Mas foi tão cuidadosa em preservar seu estilo antigo que nos acostumamos com as novidades sem sentir.&lt;br /&gt;Agora, além de ir lá para mergulhar no universo maravilhoso da leitura, estou adquirindo aos poucos o hábito (não tão freqüente como gostaria) de me sentar numa mesinha, pedir um café e escrever. Este texto, inclusive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-7566047978041690845?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/7566047978041690845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=7566047978041690845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/7566047978041690845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/7566047978041690845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/07/os-livros-sempre-eles.html' title='Os livros, sempre eles'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-4888896268837708546</id><published>2008-07-05T11:12:00.008-03:00</published><updated>2008-08-06T20:08:06.058-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Nascimento'/><title type='text'>Besta cibernética... e daí?</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Charles Nascimento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente tivemos a idéia de criar este blog, e eu vou utilizar o espaço do 1º artigo para justificar minha longa ausência, antes mesmo de ter estreado. Aliás, se alguém está perdendo seu precioso tempo para ler essas mal traçadas linhas, é devido à caridade da coleguinha Ieda Oliveira – que junto com a Ana Maria completam a equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: quando eu ingressei na faculdade de jornalismo, em 1991, as redações dos grandes jornais estavam sendo viradas de ponta-cabeça. A boa e velha máquina de escrever, companheira de décadas de alguns dos maiores escritores desse país, cedia espaço para o computador. A novidade tomava as grandes redações de assalto e “o barulho das maquinetas com a obsolescência anunciada foram substituídas pelo computador”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em todo processo de mudança, houve resistência...&lt;br /&gt;Mas, o avanço tecnológico e o progresso venceram. A conseqüência? Quem não entrou na era digital perdeu o bonde da história. Ou melhor, do emprego. E foi sumariamente banido do mercado de trabalho até que ingressasse no universo digital.&lt;br /&gt;À época, no auge dos seus 20 anos, o redator-que-vos-fala não entendia a justificativa para tanta resistência. O escritor Luis Fernando Verissimo em seu livro de crônicas &lt;em&gt;O suicida e o computador &lt;/em&gt;(1992), com rara maestria foi um dos que melhor resumiu o sentimento do autor atônito diante da nova realidade anunciada. Senão, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Desta vez não se levantou (autor). Ficou olhando para a tela, pensando. Depois acrescentou: É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota de suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. Tese: é impossível escrever uma nota de suicida num computador.&lt;br /&gt;Era isso ? Ele releu o que tinha escrito. Apagou o segundo ‘no fundo’. Era isso. Por via das dúvidas, guardou o texto na memória do computador. No dia seguinte o revisaria.&lt;br /&gt;E foi dormir.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem! Quinze anos depois, em pleno século 21, muita coisa evoluiu no ambiente do ‘informatquez’, exceto uma: a aversão de algumas pessoas por essas geringonças. À medida que foram surgindo inúmeras novas tecnologias, aquele operador versátil de outrora também ficou obsoleto. É isso mesmo! O redator-que-vos-fala não tem vergonha de assumir: “Hoje sou uma besta cibernética.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que mais contribuiu para isso foi a internet e seu festival de besteira que assolam o planeta (mas esse será foco de um novo texto).&lt;br /&gt;A internet discada já não atendia mais às necessidades do mundo moderno. Depois de uma longa exaustiva pesquisa (e muita renitência) e redator-que-vos-fala descobriu que as várias opções de banda larga disponíveis no mercado não são tão variadas assim. Ora falta viabilidade técnica, ora as operadoras impõem venda casada, etc.&lt;br /&gt;Depois de uma exaustiva consulta, em 19 de julho o inocente redator-que-vos-fala finalmente optou por uma das empresas. Foi ‘orientado’ a adquirir um provedor banda larga e o modem. Concluída nova pesquisa(e não menos desgastante), escolheu o provedor de sua preferência.&lt;br /&gt;Para grata surpresa, o modem foi entregue em dois dias (a previsão era sete) e a linha, habilitada em cinco. Como os atuais programas são auto-explicativos, a instalação ocorreu naturalmente, certo?&lt;br /&gt;Errado! Aí é que começa de verdade a peregrinação! Vem daí a motivação da minha ausência no blog. O serviço nunca funcionou desde a instalação e a previsão de normalização é somente em 15 de julho. Após inúmeros telefonemas, que nunca tem duração menor que 30 minutos, fui informado de um suposto problema gravíssimo na estação. Mas por que cargas d’água não me informaram isso antes de vender o produto?&lt;br /&gt;O redator-que-vos-fala ainda não decidiu quais serão tomadas – provavelmente será uma longa história. Mas a conclusão que se chega é simples: a informática surgiu para trazer-nos problemas que não tínhamos antes. Alguém tem uma maquininha de escrever e um fax para emprestar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-4888896268837708546?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/4888896268837708546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=4888896268837708546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/4888896268837708546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/4888896268837708546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/07/besta-ciberntica-e-da.html' title='Besta cibernética... e daí?'/><author><name>Charles Nascimento</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17206812459824456174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-5591008182197288035</id><published>2008-07-02T12:19:00.010-03:00</published><updated>2008-08-06T20:05:11.650-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ieda de Oliveira'/><title type='text'>Paraty com letras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AoqD43U8t40/SGudFXzU_ZI/AAAAAAAAAAY/u3JnX_iJ-tE/s1600-h/FLIP_Paraty_Marcos-Tristao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218437308853058962" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AoqD43U8t40/SGudFXzU_ZI/AAAAAAAAAAY/u3JnX_iJ-tE/s400/FLIP_Paraty_Marcos-Tristao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Marcos Tristão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraty está em (mais uma) festa: começa a partir de hoje a sexta edição da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty. Diversos escritores e cineastas estarão na cidade para lançamentos dos seus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os convidados mais aguardados está o autor e quadrinista inglês Neil Gaiman (lembram de &lt;em&gt;Stardust&lt;/em&gt;?) que se apresenta no sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homenageado desta edição é o escritor Machado de Assis, ano em que se celebra o centenário de sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que a cidade recebe por volta de 25.000 visitantes neste período. Hospedagem é um sonho impossível nesta época. Segundo alguns proprietários de pousadas, o povo interessado reserva vaga um ano antes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para passar uma tarde, ao menos para conhecer a Feira, vale a pena a ida até Paraty... uma das cidades mais badalada (e histórica) do Brasil, quiçá do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica então uma dica de passeio (duplo) à cidade Paraty! :o)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ieda&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-5591008182197288035?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/5591008182197288035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=5591008182197288035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5591008182197288035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5591008182197288035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/07/paraty-com-letras.html' title='Paraty com letras'/><author><name>Ieda Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08884584547801521983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1773/4216/320/ieda2a_2006.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AoqD43U8t40/SGudFXzU_ZI/AAAAAAAAAAY/u3JnX_iJ-tE/s72-c/FLIP_Paraty_Marcos-Tristao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-5547832180187139673</id><published>2008-06-27T22:13:00.005-03:00</published><updated>2008-08-06T20:07:03.546-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Maria Chagas'/><title type='text'>Do parto até partir</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Ana Maria Chagas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira emoção está no papel timbrado do laboratório: "Positivo". A segunda, ao ouvir, pela primeira vez, as batidas aceleradas do pequeno coraçãozinho. E vamos acompanhando a gestação de nossos bebês, ansiosas pra saber logo se é menino ou menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedimos exames de ultrasonografia constantes ao médico pra mostrar a todos que já amamos aquele serzinho em formação, mesmo quando ainda não se consegue identificar nada parecido com um bebê naquela foto obscura.&lt;br /&gt;E esse amor cresce, junto com as mãozinhas, pezinhos e o sexo que ele não mostra de jeito nenhum, só pra nos deixar mais curiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notamos também, aquele cordão preso ao umbigo, mas nem demonstramos tanto interesse naquele tubinho pequeno que alimenta e transfere tanta energia para o bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesma, durante toda a gravidez, só recebi três informações básicas: que é cortado na hora do nascimento; que essa é a única coisa que o pai tem permissão de fazer, se não desmaiou até este momento e que, poucas horas antes de nascer, meu filho havia se enrolado nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje, conhecendo o menino bem melhor, tenho pra mim que tentou saber se na ponta daquele fio havia um joystick e um vídeo game e acabou por envolvê-lo no próprio pescoço, na ansiedade de procurar pelos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma não foi nada doloroso o corte deste cordão. Não vi, não senti e, nem dei a menor importância. O que interessou mesmo foi vê-lo chegar, todo sujinho, pequenino, indefeso, pela mão do obstetra e ficar esperando o primeiro som:&lt;br /&gt;"- Será que ele chora? - Pronto! ...Chorou!..Que lindoooo!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o tempo passou, ele cresceu (passa rápido, né?) e de repente me deparei com um cara quase duas vezes o meu tamanho, barbado, me acenando com um currículo numa mão e um recibo do primeiro salário na outra, dizendo: - Mãe! Olha, arrumei um emprego e quero morar sozinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto ele corria para o computador para conversar com os amigos sobre seus planos de liberdade - sim, porque o primeiro indício de que seu filho já cortou o cordão muito antes de sair de casa é que os amigos sabem mais sobre ele do que você – corri para a minha fonte inesgotável de conselhos e soluções para as mais diversas aflições: uma livraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro procurei por guias para “mães órfãs de filhos ingratos”, depois por “10 lições básicas que convençam seu filho a nunca sair de casa”, mas a cada nova prateleira só topava com os zombeteiros “assuma logo que seus filhos cresceram!”&lt;br /&gt;Percebi então que não havia nada que aliviasse minha mais nova crise feminina: a de mãe possessiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxa! Ainda ontem havia um bebê dormindo em meus braços. Dependente, carente e chorava tanto quando me via sair e agora os papéis se invertem e ...&lt;br /&gt;Quem é que ta chorando hein? Ah, tá bem! Assumo. Mas a verdade é que a gente nunca corta de verdade o forte laço deste amor materno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi saboreando um café com Ieda e Charles que um pensamento me tomou de assalto: o desejo de independência do meu filho nada mais era do que um processo natural do ser humano (ó que frase bonita!).&lt;br /&gt;Afinal de contas, eu deveria era estar grata a Deus por ter completado mais uma etapa importante de ser mãe: ver seu bebê se tornar um adulto pronto para encarar as responsabilidades da vida.&lt;br /&gt;Foi pensando assim que ao chegar em casa, ensaiei em frente ao espelho testando a segurança da minha voz até encontrar o tom mais sereno e compreensivo. Depois, repetindo diversas frases de incentivo como: “Vou te apoiar nessa! Que bom que terá seu próprio espaço!”, caminhei decidida para o quarto dele, abri a porta, respirei fundo, segurei seu rosto buscando seus olhos e disse com a mais carente e gaguejante voz: “Você promete me visitar toda semana?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ana&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-5547832180187139673?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/5547832180187139673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=5547832180187139673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5547832180187139673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/5547832180187139673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/06/do-parto-at-partir.html' title='Do parto até partir'/><author><name>Ana Maria Chagas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681977275900016518</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_fQ7rMsj3c8E/S2lKXd48KDI/AAAAAAAAATU/u9Jh0rneDzk/S220/AnaChagas.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-1318709785359969960</id><published>2008-06-24T13:26:00.010-03:00</published><updated>2008-08-09T09:37:13.859-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Maria Chagas'/><title type='text'>Pequenos heróis (anônimos)</title><content type='html'>Estes meninos não são notícias de jornal. Afinal, eles não são celebridades e nem estão metidos em escândalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São os pequenos heróis anônimos do dia-a-dia e de uma causa que envolve o amor e também a solidariedade e a criatividade!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEg95dlcfI/AAAAAAAAAAk/27HahBvVfOY/s1600-h/image0011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215486091240763890" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEg95dlcfI/AAAAAAAAAAk/27HahBvVfOY/s320/image0011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEhUjdvO_I/AAAAAAAAAAs/LCzROCtFr24/s1600-h/image0022.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215486480472816626" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEhUjdvO_I/AAAAAAAAAAs/LCzROCtFr24/s320/image0022.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEhdtfAJcI/AAAAAAAAAA0/ChwAXbqufJU/s1600-h/image0033.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215486637781296578" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEhdtfAJcI/AAAAAAAAAA0/ChwAXbqufJU/s320/image0033.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEhwrrsn9I/AAAAAAAAAA8/pr6EqCc-Wqw/s1600-h/image0044.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215486963715186642" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEhwrrsn9I/AAAAAAAAAA8/pr6EqCc-Wqw/s320/image0044.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEh8wCZhYI/AAAAAAAAABE/2f9zh4rJUAE/s1600-h/image0055.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215487171042575746" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEh8wCZhYI/AAAAAAAAABE/2f9zh4rJUAE/s320/image0055.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: Marcelo Silveira, da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://blog.miadoselatidos.com.br/"&gt;Confraria dos Miados &amp;amp; Latidos&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-1318709785359969960?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/1318709785359969960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=1318709785359969960' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/1318709785359969960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/1318709785359969960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/06/pequenos-heris-annimos.html' title='Pequenos heróis (anônimos)'/><author><name>Cafezinho com Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12932184846552612600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SGEg95dlcfI/AAAAAAAAAAk/27HahBvVfOY/s72-c/image0011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-7055729461059216376</id><published>2008-06-21T16:12:00.004-03:00</published><updated>2008-08-06T20:05:33.739-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ieda de Oliveira'/><title type='text'>Estou lendo...</title><content type='html'>&lt;div&gt;Oi, pessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou apaixonada por crônicas.&lt;br /&gt;Comprei recentemente &lt;em&gt;As cem melhores crônicas brasileiras&lt;/em&gt;. O livro traz crônicas desde 1850 até os anos 2000. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SF1VoS7uPeI/AAAAAAAAAAc/SfWFKx0hKJE/s1600-h/cem_cronicas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214418094330363362" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SF1VoS7uPeI/AAAAAAAAAAc/SfWFKx0hKJE/s320/cem_cronicas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ler este livro é (re)descobrir a literatura 'perdida' do nosso dia-a-dia. Pois traz textos de Machado de Assis, José de Alencar, Luiz Fernando Verissimo... e vai até Tutty Vasquez! Da pena à internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena. É uma ótima compra, um ótimo presente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjus, Ieda&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-7055729461059216376?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/7055729461059216376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=7055729461059216376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/7055729461059216376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/7055729461059216376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/06/estou-lendo.html' title='Estou lendo...'/><author><name>Ieda Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08884584547801521983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1773/4216/320/ieda2a_2006.0.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SF1VoS7uPeI/AAAAAAAAAAc/SfWFKx0hKJE/s72-c/cem_cronicas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7082233283601905368.post-9061174840376317314</id><published>2008-06-21T15:37:00.008-03:00</published><updated>2008-08-06T20:05:59.944-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ana Maria Chagas'/><title type='text'>Campanha dos 100 anos da ABI</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Muito inteligente a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vírgula pode ser uma pausa... ou não.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Não, espere.&lt;br /&gt;Não espere.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pode sumir com seu dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;23,4.&lt;br /&gt;2,34.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pode ser autoritária.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Aceito, obrigado.&lt;br /&gt;Aceito obrigado. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SF1Q0y7uPdI/AAAAAAAAAAU/FN-b81yDZj0/s1600-h/Uma-virgula-muda-tudo.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214412811520589266" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SF1Q0y7uPdI/AAAAAAAAAAU/FN-b81yDZj0/s320/Uma-virgula-muda-tudo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pode criar heróis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Isso só, ele resolve.&lt;br /&gt;Isso só ele resolve.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SF1QoC7uPcI/AAAAAAAAAAM/81E6oSeFK7k/s1600-h/Uma-virgula-muda-tudo2.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E vilões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Esse, juiz, é corrupto.&lt;br /&gt;Esse juiz é corrupto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela pode ser a solução.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Vamos perder, nada foi resolvido.&lt;br /&gt;Vamos perder nada, foi resolvido.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vírgula muda uma opinião.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não queremos saber.&lt;br /&gt;Não, queremos saber.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Uma vírgula muda tudo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ABI&lt;/strong&gt;: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação. &lt;em&gt;(Agência Africa)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(colaboração de Ana Chagas)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7082233283601905368-9061174840376317314?l=cafezinhocomletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/feeds/9061174840376317314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7082233283601905368&amp;postID=9061174840376317314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/9061174840376317314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7082233283601905368/posts/default/9061174840376317314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafezinhocomletras.blogspot.com/2008/06/campanha-dos-100-anos-da-abi.html' title='Campanha dos 100 anos da ABI'/><author><name>Cafezinho com Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12932184846552612600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_u-JKmXrN2HY/SF1Q0y7uPdI/AAAAAAAAAAU/FN-b81yDZj0/s72-c/Uma-virgula-muda-tudo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
